01/10/2018 0h

Dom Henrique: Leigos e Leigas, Vocação Missionária!

Artigo de nosso bispo diocesano, publicado originalmente na Revista 'Elo' do mês de outubro de 2018
Dom Henrique Aparecido de Lima, C.Ss.R. Foto: RC Dom Henrique Aparecido de Lima, C.Ss.R. Foto: RC

Olá caros irmãos e irmãs!

Neste mês de outubro, mês missionário, quero refletir com vocês a grande importância dos Cristãos Leigos e Leigas, na vida missionária da Igreja de Jesus Cristo, através das Dioceses, Paróquias e Comunidades, nas Pastorais, Movimentos, Serviços e Organismos, à luz do documento 105 da 54ª Assembleia da Conferência Nacional do dos Bispos Brasil-CNBB 2016: "Cristãos Leigos e Leigas, sujeitos na Igreja e na Sociedade" e o Lema: "Sal da Terra e Luz do mundo" (Mt. 5,13-14), o qual permeou toda a Assembleia, como tema central.

Na 55ª Assembleia da CNBB de 2017, voltou novamente esta reflexão sobre os cristãos leigos e leigas e foi tratada como Vocação: verdadeiros sujeitos eclesiais e corresponsáveis pela nova evangelização, tanto na Igreja, como na sociedade. A caminhada da Igreja na América Latina e no Brasil, a celebração do cinquentenário da conclusão do Concílio Vaticano II, a Conferência de Aparecida (DAp.) e a eclesiologia missionária e renovadora do Papa Francisco, nos motivam a dar atenção especial à ação evangelizadora, que vocês cristãos, leigos e leigas, desempenham na Igreja e na sociedade em nosso tempo, marcado por uma "mudança de época".

Essa realidade eclesial, pastoral e social, torna-se também um forte apelo a uma avaliação profunda e abertura ao tema do laicato. Urge abrir espaços de participação, estimular a missão, refletir sobre avanços e retrocessos, para fazer crescer, na Igreja, a corresponsabilidade, a comunhão, a participação e o protagonismo dos leigos.

Não devemos esquecer que a realidade dos Cristãos leigos e leigas, vida e prática caracterizam-se pelo administrar e ordenar as coisas temporais, através de seus trabalhos e profissões: vida secular. Participar da vida pública, da realidade social, da economia, da cultura, das ciências e das artes, é de caráter secular. Porém, vivem tudo isso buscando o Reino de Deus através dos santos evangelhos, no amor à família, à educação dos filhos: crianças e adolescentes e ao trabalho profissional (EN, 70; LG, 31).

Além do caráter secular, é importante enfatizar a identidade e a vocação da espiritualidade e da missão dos cristãos leigos e leigas na Igreja. Pois, o Papa Francisco se manifestou dizendo que "A imensa maioria do Povo de Deus é constituída por leigos e leigas. Cresceu o sentido de Comunidade, da consciência cristã, do espírito de fidelidade ao compromisso da Caridade, da catequese, da celebração da fé" (EG, 102).

"Uma coisa é muito importante entender: se é verdade que um cristão leigo e leiga não pode substituir o pastor, é também verdade que o pastor não pode substituir os cristãos leigos e leigas nos campos em que eles e elas têm mais competência. Isso mostra que os fiéis leigos não estão aí para situações emergenciais e sim com compromissos contínuos na sua missão. Responsabilidade laical que nasce do Batismo e da Crisma" (EG, 102). Isso mostra um longo caminho a percorrer, em se tratando da vocação dos cristãos leigos e leigas. Por isso, a proposta da "Igreja em Saída", com espírito Missionário, diz Papa Francisco.

Louvado seja o Sagrado Coração de Jesus. Para sempre seja Louvado!

Dom Henrique A. de Lima, CSsR

Bispo Diocesano de Dourados

Artigo publicado originalmente na Revista 'Elo' do mês de outubro/2018


Envie seu Comentário