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O empresário Idomeno José Justino receberá da Câmara de Dourados o Prêmio “Coração Verde”, edição 2023, pelo trabalho voluntário de preservação ambiental com o lixo reciclável que seria descartado irregularmente no meio ambiente.
Homenageado do ano, ele se dedica à coleta e destinação adequada de materiais como aparelhos celulares, de TV, computadores e eletrodomésticos em geral. Tudo começou há mais de uma década, quando era proprietário de uma empresa de informática.
“Desde 2010 eu faço esse trabalho. Mas além dos eletrônicos, também coleto outros materiais recicláveis, como garrafas pet, latinha, ferro, e papelão, além de todo tipo de eletrônico”, informa. No começo, o material era armazenado no quintal de sua casa, dividido em tambores e sacos. Atualmente, tudo fica em um barracão na Rua Ponta Porã.
“É só ligar para mim que eu passo a localização. Devo ter umas 10 toneladas armazenadas, mas já vou desmontando e dando fim”, explica, disponibilizando os números 99985-7249 e 3426-9038.
O Ecoponto funciona das 7h30 às 11h e das 13h às 17h na Rua Ponta Porã, número 6791, no Jardim Maracanã. Além de revender os materiais da forma mais adequada para preservar o meio ambiente, Idomeno também coleta óleo vegetal usado para fazer sabão caseiro.
Todo esse trabalho conta com ajuda da esposa e de um amigo. Isso porque moradores da região da Grande Dourados o procuram. É o caso de Caarapó, Laguna Carapã, Fátima do Sul, Douradina e Glória de Dourados, já comprometidos com a destinação adequada do lixo eletrônico produzido.

Ao Jornal Gran Dourados, Idomeno disse que decidiu coletar lixo eletrônico a partir de novembro de 2010, quando o então governador André Puccinelli promulgou a Lei nº 3.970 de 17/11/2010, que institui normas para a reciclagem, gerenciamento e destinação final do lixo tecnológico em Mato Grosso do Sul.
De acordo com a Câmara Municipal de Dourados, o prêmio Coração Verde, entregue anualmente pelo Legislativo municipal, homenageia pessoas físicas ou jurídicas que tenham relevantes serviços prestados em favor da preservação ambiental.
“Esse prêmio foi instituído pelo Poder Legislativo douradense em 2002, mediante Decreto Legislativo 242/02, para reconhecer iniciativas de estudo, pesquisa, divulgação, conscientização, conservação, melhora do aspecto urbanístico e adequação de equipamentos com vistas a diminuição de danos socioambientais”, detalha.
Ainda segundo a Casa de Leis, a escolha de Idomeno José Justino se deu a partir de decisão de uma comissão “em razão de seu voluntariado na preservação ambiental por meio de trabalho com materiais recicláveis”. O prêmio deve ser entregue na segunda quinzena de outubro.
Nascido em Itajá, no interior de Goiás, Idomeno vive em Dourados há 36 anos e trabalha mensalmente com aproximadamente de três a quatro toneladas de materiais recicláveis.
“Mudei-me para Dourados para trabalhar diretamente em uma empresa de informática. Com o passar do tempo, a tecnologia foi evoluindo muito rapidamente. Como eu via isso todos os dias, tive a necessidade de não deixar que esses materiais eletrônicos fossem descartados de maneira incorreta. Foi aí que em 2010, em parceria com um ex-sócio, encampamos a ideia de recolher esses materiais e dar destinação correta a eles, evitando que fossem jogados em lixões ou descartados incorretamente”, detalhou em breve histórico enviado para a Câmara de Vereadores.
Ele prossegue detalhando que esse trabalho foi iniciado com apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do Imam (Instituto do Meio Ambiente de Dourados). “Cederam espaço do depósito de pneus, que ficava em local em frente ao Imam. Com a desativação do depósito, todo o material que tínhamos coletado foi descartado. Transferi os trabalhos para o quintal da minha casa, onde trabalhei por oito anos. E por meio de parceria com a Cáritas Diocesana de Dourados, que cedeu o espaço no qual atendemos atualmente, conseguimos expandir nossas atividades, passando a receber não apenas resíduos eletrônicos, mas também quaisquer materiais recicláveis, inclusive roupas, calçados e itens de uso doméstico, materiais esses que são destinados a famílias carentes”, prosseguiu.






