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O papa Leão XIV falou sobre a necessidade de promover iniciativas em defesa da vida humana, especialmente num contexto internacional marcado por conflitos e guerras, ressaltando uma iniciativa pastoral polonesa em favor de crianças nascituras em risco de aborto.
O papa disse que hoje (25) a Polônia celebra o Dia da Santidade da Vida, instituído em resposta ao apelo do papa são João Paulo II em sua encíclica Evangelium vitae, publicada em 1995, para promover o respeito à vida humana desde a concepção até a morte natural.
“Realmente precisamos mesmo de iniciativas como a adoção espiritual de uma criança nascitura, que está sendo lançada precisamente hoje, num momento marcado pela loucura da guerra”, disse Leão XIV na audiência geral de hoje (25).
Da concepção à morte natural
O papa reafirmou a importância de uma defesa abrangente da vida humana: “É importante defender a vida desde a concepção até ao seu fim natural.”
Ele destacou, assim, a prática da adoção espiritual, iniciativa pastoral que coincide com a Solenidade da Anunciação do Senhor e convida os fiéis a se comprometerem, por meio da oração, por uma criança nascitura.
Essa iniciativa, que começou em 1987 na Igreja do Espírito Santo em Varsóvia, capital da Polônia, sob o impulso dos padres paulinos, propõe um compromisso de oração de nove meses que termina simbolicamente em 25 de dezembro, Dia do Natal do Senhor.
Nesse período, os participantes se comprometem a rezar diariamente por um bebê em risco de não nascer, cujo nome só Deus conhece, acompanhando espiritualmente seu processo de gestação até o Natal.
O epicentro dessa mobilização espiritual fica no santuário de Jasna Góra, em Częstochowa, Polônia, onde fiéis formalizam sua promessa de rezar uma dezena do rosário e fazer uma oração especial pela proteção da vida e pelo fortalecimento dos pais.
A Igreja na Polônia está promovendo iniciativas para ajudar mulheres grávidas e programas educacionais sobre o desenvolvimento pré-natal.
Antes de proferir sua catequese, o papa percorreu a praça de São Pedro, no Vaticano, no papamóvel, cumprimentando e abençoando fiéis. Suas únicas paradas foram para abençoar crianças que lhe eram trazidas por seus auxiliares. O papa as tomou nos braços e fazia o sinal da cruz em suas testas.





