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“Em nome de Jesus, o desespero da morte é eliminado para sempre”, diz Leão XIV

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O papa Leão XIV liderou hoje (6), nesta Segunda-feira de Páscoa, conhecida como Segunda-feira do Anjo, a oração Regina Coeli da janela do Palácio Apostólico no Vaticano, onde disse que “em nome de Jesus, o desespero da morte é eliminado para sempre”.

Diante dos fiéis que o ouviam da praça de São Pedro, no Vaticano, o papa disse que o Evangelho de hoje (cf. Mt 28,8-15) “convida-nos a escolher entre dois relatos: ou o das mulheres, que encontraram o Ressuscitado (v. 9-11)”, ou a dos guardas, “que foram subornados pelos chefes do sinédrio (v. 11-14)”.

Fonte de vida nova e eterna

Leão XIV disse que as mulheres proclamavam a vitória de Cristo sobre a morte, enquanto os guardas proclamavam que a morte sempre triunfava. Segundo o papa, os guardas diziam que Jesus não havia ressuscitado e que Seu corpo havia sido roubado.

“A partir de um único dado, o túmulo vazio”, disse ele, “surgem duas interpretações: uma é fonte de vida nova e eterna, a outra de morte segura e definitiva”.

Diante desse contraste, o papa exortou os fiéis a refletir sobre “o valor do testemunho cristão e sobre a honestidade da comunicação humana”.

Ele lamentou, a esse respeito, que, muitas vezes, “a narrativa da verdade é ofuscada pelas fake news“, ou seja, “por mentiras, insinuações e acusações infundadas”.

Mas, o papa disse que, diante de tais obstáculos, “a verdade não permanece escondida”, mas sim “vem ao nosso encontro, viva e resplandecente, iluminando as trevas mais densas”.

“Ele próprio se torna, assim, a boa nova a testemunhar no mundo: a Páscoa do Senhor é a nossa Páscoa, a Páscoa da humanidade, porque este homem, que morreu por nós, é o Filho de Deus, que deu a sua vida por nós”, disse Leão XIV em seguida.

Ele disse também que o Ressuscitado, sempre vivo e presente, ” liberta o passado dum fim destrutivo, também o anúncio pascal salva do sepulcro o nosso futuro”.

Assim, o papa falou sobre a importância de que esse Evangelho alcance sobretudo aqueles “oprimidos pela maldade que corrompe a história e confunde as consciências”, particularmente os povos atormentados pela guerra, os cristãos perseguidos por sua fé e as crianças privadas de educação.

Anunciar a Páscoa de Cristo em palavras e ações, disse Leão XIV, significa “ dar nova voz à esperança, caso contrário fica asfixiada às mãos dos violentos”. Assim, o papa disse que, quando proclamada no mundo, “a Boa Nova ilumina qualquer tipo de sombra, em todos os tempos”.

Recordando o papa Francisco

Por fim, o papa Leão XIV falou sobre o papa Francisco, “que na segunda-feira de Páscoa do ano passado entregou a sua vida ao Senhor”.

“Ao fazermos memória do seu grande testemunho de fé e amor, rezemos juntos à Virgem Maria, Sede da Sabedoria, para que possamos tornar-nos, cada vez mais, anunciadores luminosos da verdade”, disse ele.

Em seguida, o papa Leão XIV entoou o Regina Coeli, a oração mariana própria do Tempo Pascal, e antes de se retirar, dirigiu uma saudação aos fiéis reunidos na praça.

Na liturgia da Igreja existem duas Oitavas: a Oitava do Natal e a Oitava da Páscoa.

Uma oitava é um conjunto de oito dias consecutivos em que a Igreja celebra uma grande solenidade.

Segundo a Enciclopédia Católica (EC), a figura do oitavo dia surge de certas tradições do Antigo Testamento.

Por exemplo, depois do nascimento de um menino, “o oitavo dia era o dia da circuncisão”. Além disso, “foi também o oitavo dia em que terminou a festa da dedicação do Templo sob Salomão e da sua purificação sob Ezequias”, diz a CE.

Na origem do Cristianismo não se celebrava nenhuma oitava. Mas a EC descreve que no século IV surgiram as oitavas da Páscoa e de Pentecostes. Também diz que “a primeira oitava” conhecida no cristianismo foi a celebração da “Dedicação das igrejas de Tiro e de Jerusalém, sob Constantino”, que durou oito dias com solenidades.

Com o tempo, o Natal e a Epifania tiveram cada um a sua oitava. E até as festas de alguns santos importantes também eram celebradas com oitavas. Aos poucos tudo isso foi regulamentado e atualmente o Missal Romano inclui apenas duas oitavas: Natal e Páscoa.

A Oitava de Natal

A Oitava de Natal começa no dia do Nascimento do Senhor, 25 de dezembro, e termina no dia 1º de janeiro com a Solenidade de Maria Mãe de Deus. Ambas são datas fixas.

Na Oitava do Natal há algumas festividades litúrgicas importantes que, segundo são João Paulo II, “quase irradiam dele (o Natal) e o envolvem de perto, como que para sublinhar a sua mais alta dignidade”.

Todo dia 26 de dezembro é celebrado santo Estêvão Protomártir, são João Evangelista no dia 27 e os Santos Inocentes no dia 28.

Segundo o Missal Romano (versão do México), se houver um domingo entre os dias que começa e termina a Oitava do Natal, nesse dia se celebra a Festa da Sagrada Família. Caso contrário, este feriado será comemorado em 30 de dezembro.

A Oitava de Páscoa

A Oitava de Páscoa tem datas móveis porque depende de quando se celebra a Semana Santa. Mas algo que está fixo é que começa no Domingo de Páscoa e termina no domingo seguinte, em que hoje a Igreja celebra a Divina Misericórdia.

O missal dá uma indicação muito particular para a Oitava Pascal. Todos estes dias, no final da missa, o sacerdote ou diácono canta: “Ide em paz e o Senhor vos acompanhe, aleluia, aleluia”. E os fiéis respondem: “Graças a Deus, aleluia, aleluia”.

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