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O papa Leão XIV disse que a solenidade da Ascensão não deve ser entendida como «uma promessa distante», mas sim como uma realidade viva, já presente «nesta vida».
Na recitação do Regina Coeli de hoje (17), Leão XIV disse que a Ascensão “não nos mostra uma promessa distante, mas um vínculo vivo, que nos atrai também a nós para a glória celestial, ampliando e elevando — já nesta vida — o nosso horizonte e aproximando cada vez mais a nossa maneira de pensar, de sentir e de agir à medida do coração de Deus».
Ao referir-se à passagem bíblica, que apresenta Jesus a elevar-se da terra para subir ao céu, comentou que «isso pode levar-nos a perceber esse mistério como um acontecimento distante». “Na realidade, não é assim», exclamou no início da sua reflexão.
Cristo não se separa da humanidade, mas a introduz na comunhão com o Pai. «Nós, de fato, estamos unidos a Jesus como os membros à cabeça, num único corpo, e a sua ascensão ao céu atrai-nos também, com Ele, para a plena comunhão com o Pai».
Segundo o papa, toda a vida de Cristo é «um dinamismo ascendente, que abraça e envolve, através da Sua humanidade, todo o cenário do mundo, elevando e redimindo o homem da sua condição de pecado», levando «luz, perdão e esperança onde havia trevas, injustiça e desespero».
Leão XIV salientou que este itinerário se torna visível na vida dos santos e na experiência quotidiana de muitos fiéis. O papa se referiu tanto aos grandes modelos de santidade como aos cristãos simples que vivem a sua fé no dia-a-dia: «da porta ao lado», disse ele citando a exortação Gaudete et exsultate, do papa Francisco.
São de pessoas com as quais «vivemos todos os dias — pais, mães, avós, pessoas de todas as idades e condições —, que com alegria e empenho se esforçam sinceramente por viver segundo o Evangelho».
O papa encorajou os fiéis a se deixar acompanhar por esses testemunhos de vida cristã: «Com eles, com o seu apoio e graças à sua oração, também nós podemos aprender a subir dia após dia para o céu».
Assim, os crentes são chamados a fazer crescer em si mesmos «a vida divina que recebemos no batismo e que nos impele constantemente para o alto, para o Pai», difundindo no mundo frutos de «comunhão e de paz».
«Que nos ajude a Virgem Maria, Rainha do Céu, que em todo o momento ilumina e guia o nosso caminho», concluiu o papa.





