Acidigital
A Santa Sé anunciou hoje (18) que a primeira encíclica do papa Leão XIV será publicada em 25 de maio, com o título Magnifica humanitas (Humanidade magnífica).
O papa fará um discurso na apresentação da encíclica social às 11h30, (6h30, horário de Brasília), em 25 de maio, no Salão Sinodal, no Vaticano.
A Santa Sé disse também que o título completo da encíclica é Magnifica humanitas: Sobre a Proteção da Dignidade Humana na Era da Inteligência Artificial.
Leão XIV assinou a carta, que deve darr orientação moral sobre a revolução digital e tecnologias emergentes como a inteligência artificial (IA), em 25 de maio.
Os oradores na apresentação da encíclica serão: o Cardeal Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé; o Cardeal Michael Czerny, SJ, prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral; Anna Rowlands, professora de ética e teologia política na Universidade de Durham, no Reino Unido; Christopher Olah, cofundador da organização Anthropic USA; e Léocadie Lushombo, professora de ética teológica na Escola Jesuíta de Teologia da Universidade de Santa Clara, em Berkeley, Califórnia, EUA.
O secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, fará as considerações finais.
O dia 15 de maio marcou o 135º aniversário da publicação da encíclica de 1891 do papa Leão XIII sobre capital e trabalho, Rerum novarum, “Das Coisas Novas” — a primeira de uma série de encíclicas sociais produzidas na era moderna da Igreja.
O papa Leão XIV disse, no início de seu pontificado, que pretende seguir os passos de seu antecessor, Leão XIII, respondendo à revolução industrial atual: “os desenvolvimentos no campo da inteligência artificial”.
Discursando diante do Colégio Cardinalício em 10 de maio do ano passado, o papa disse que escolheu o nome Leão XIV por várias razões, “mas a principal é porque o papa Leão XIII, com a histórica encíclica Rerum novarum, abordou a questão social no contexto da primeira grande revolução industrial”.
“Hoje, a Igreja oferece a todos a riqueza de sua doutrina social para responder a outra revolução industrial e aos desenvolvimentos da inteligência artificial, que trazem novos desafios para a defesa da dignidade humana, da justiça e do trabalho”, disse ele.





