Acidigital
O Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral da Santa Sé anunciou hoje (11) o tema do Dia Mundial da Paz 2027, celebrado todos os anos em 1º de janeiro: Desarmar a tecnologia, servir a paz. A política como responsabilidade preventiva.
Com esse lema, o papa Leão XIV “deseja evidenciar a responsabilidade moral de quem é chamado a agir no campo político e exorta toda a humanidade a promover a dignidade da pessoa humana e a contribuir para a construção da paz, começando por «desarmar a tecnologia»”, disse a Sala de Imprensa da Santa Sé.
O papa disse na encíclica Magnifica humanitas que “não existe algoritmo que possa tornar a guerra moralmente aceitável” e, com essa declaração, alertou sobre os riscos de confiar decisões militares à inteligência artificial.
Diz-se também que “o papa Leão XIV dirige um sentido apelo à comunidade internacional para que promova acordos comuns, capazes de salvaguardar a responsabilidade humana e os princípios humanitários, em contextos relacionados com a vida das pessoas e a convivência entre os povos”.
Na edição mais recente, o lema escolhido foi A Paz Esteja com Todos Vós: Rumo a uma Paz Desarmada e Desarmante.
Em sua mensagem completa para esse dia, o papa, citando santo Agostinho, disse que “a paz existe, deseja habitar-nos, tem o poder suave de iluminar e alargar a inteligência, resiste à violência e a vence” e que “a paz tem o sopro da eternidade”.
Ele disse também que os cristãos são chamados “a estabelecerem uma amizade indissolúvel com a paz”, e os encorajou a escolher a escuta e o encontro, a viver com gentileza e bondade, e a considerar que a paz é possível, não uma utopia.
Um dia aberto a todos os homens
O Dia Mundial da Paz foi instituído pelo papa são Paulo VI e celebrado pela primeira vez em 1968. Em sua primeira mensagem, o papa convidou todas as pessoas de boa vontade a se unirem a essa comemoração, instituída “como augúrio e promessa, no início do calendário que mede e traça o caminho da vida humana no tempo que seja a Paz, com o seu justo e benéfico equilíbrio, a dominar o processar-se da história no futuro”.
A proposta, disse seu criador, “não tem a pretensão de ser qualificada como exclusivamente nossa, religiosa ou católica. Antes, seria para desejar que ela encontrasse a adesão de todos os verdadeiros amigos da Paz, como se se tratasse de uma iniciativa sua própria ; que ela se exprimisse livremente, por todos aqueles modos que mais estivessem a carácter e mais de acordo com a índole particular de quantos avaliam bem, como é bela e importante ao mesmo tempo, a consonância de todas as vozes do mundo, consonância na harmonia, feita da variedade da humanidade moderna, no exaltar esse bem primário que é a Paz”.





