Por Luiz Torres
Jesus compara o Reino dos Céus a um patrão que, ao final do dia, paga o mesmo salário aos trabalhadores, independentemente do tempo que permaneceram na vinha. Essa parábola nos ensina que a graça de Deus não está limitada ao tempo nem submetida à lógica humana. Não existe mais graça para quem chegou primeiro nem menos para quem chegou depois.
O que importa é acolher o chamado e colocar-se a serviço da vinha do Senhor. Há quem se considere mais merecedor por servir há mais tempo, mas, para Deus, não é a quantidade de tempo que conta, e sim a qualidade do amor com que servimos. A graça é oferecida a todos que abrem o coração e respondem ao chamado, sejam operários da primeira ou da última hora. Diante de Deus, ninguém pode reivindicar merecimento, pois tudo é graça. Não importa quando começamos, mas como estamos servindo hoje.
A lógica de Deus é diferente da lógica humana: Deus não é justiceiro; Deus é justo. Ele conhece o coração, vê as intenções e contempla a essência de cada pessoa. Por isso, não devemos invejar a graça concedida ao outro nem nos considerar superiores. A graça de Deus não diminui quando é partilhada; quanto mais corações alcança, mais revela a grandeza do seu Amor.






