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Ministério da Justiça deve resolver questão indígena hoje

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Ministério da Justiça deve resolver questão indígena hoje

Assessoria

Dirigentes de entidades ruralistas, produtores rurais e representantes das comunidades indígenas se reúnem hoje à tarde em Brasília com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para definir o pagamento das propriedades rurais invadidas por índios na região de Buriti, nos municípios de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti, onde foi iniciado um conflito por disputa de terras e que resultou na morte de um indígena em maio do ano passado.

O presidente da Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Francisco Maia, explicou ontem na Capital, que a reunião é para resolver definitivamente a questão, com a definição do pagamento das propriedades rurais invadidas pelos índios, que pode chegar a R$ 150 milhões.

Segundo Maia, são mais de 30 propriedades rurais envolvidas no conflito, que chegam a 30 mil hectares e que devem ser ressarcidas pelo governo federal para a ampliação da Terra Indígena Buriti, de 2.500 hectares e que abriga cerca de 6 mil índios, residentes em seis aldeias da região.

Maia defende que a reunião é definitiva, com apenas um assunto a tratar, o de pagamento das terras, com base nas avaliações realizadas por técnicos dos governos federal e estadual e na proposta apresentada pelos produtores rurais, levando-se em conta as benfeitorias, pasto formado e água corrente.

De acordo com Maia, todos os levantamentos das áreas em conflito já foram concluídos e os produtores rurais esperam que as negociações sejam concluídas e os resultados sirvam de exemplo como modelo de negócio para outras áreas em disputa entre fazendeiros e índios. A reunião será às 15h e a caravana de produtores rurais embarca pela madrugada para Brasília.

A proposta de pagamento pela terra foi definida em junho do ano passado, pelo ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, durante reunião entre produtores, autoridades e comunidade indígena, realizada no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, na Capital.

O próprio governador André Puccinelli, que tem acompanhado o andamento das reuniões e o desfecho das negociações, antes de transmitir o cargo à sua vice, Simone Tebet, na sexta-feira passada, adiantou que espera que a solução para o conflito e disputas seja encerrada com a reunião desta terça-feira em Brasília.

Além do presidente da Acrissul, dirigentes da Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul (Famasul) e lideranças indígenas de várias regiões do Estado devem participar da reunião com o ministro da Justiça em Brasília. Os dirigentes rurais, segundo Maia, viajam com recursos do Leilão da Resistência, realizado em dezembro, na própria Acrissul.

Francisco Maia, presidente da Acrissul, durante leilão da resistência, vai a Brasília hoje para reunião ministerial(foto: arquivo)

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