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Advogada acusa Nicarágua de impedir volta de padre que foi em missão aos EUA

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 A advogada e pesquisadora Martha Patricia Molina acusou a “ditadura criminosa” de Daniel Ortega na Nicarágua de impedir a entrada no país do padre Rodolfo French Naar, da diocese de Siuna, sacerdote de origem misquita que viajou aos EUA em missão.

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, eleito pela quinta vez em 2021, é um ex-líder guerrilheiro de esquerda que soma mais de trinta anos no poder. Ele chegou ao governo da Nicarágua com a derrubada do ditador Anastasio Somoza, em 1979, pela Frente Sandinista de Libertação Nacional, da qual era líder.O padre French, da paróquia San Rafael Arcángel, em Waspán, foi impedido de “embarcar no avião” no qual voltaria à Nicarágua. Segundo as fontes citadas por Molina, “a imigração (…) disse-lhe para avisar a companhia aérea que não poderia embarcar”.

“Esse sacerdote é muito querido na Nicarágua porque, quando os furacões Eta e Iota atingiram [o país] há alguns anos, o padre French levou alimentos e ajuda humanitária aos residentes de comunidades rurais misquitas muito empobrecidas atacadas pela ditadura. O padre deu a vida pela sua comunidade”, disse Molina ontem (2) à ACI Prensa, agência em espanhol do grupo ACI.

Os misquitos ou miskitos é a maior nação indígena da Nicarágua e se estende também a Honduras.

A advogada nicaraguense, que vive no exílio, disse também que o que aconteceu ao sacerdote é “um ultraje que se soma aos crimes contra a humanidade que a ditadura continua a cometer contra a Igreja Católica” e que “apesar do silêncio imposto aos bispos e padres, o número de religiosos exilados aumentou”.

Molina lamentou essa e outras “situações caóticas contra a Igreja” na Nicarágua que não tem autorização de enunciar. A advogada disse que tomou conhecimento de outros 12 sacerdotes que tiveram que fugir do país ou que não puderam retornar devido à perseguição do governo.

Molina disse que vai comparecer diante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em 11 de julho, representando o Grupo Ecumênico da Nicarágua, para denunciar publicamente os abusos cometidos pelo governo, e mostrar os números atualizados de seu relatório Nicarágua: Uma Igreja perseguida?

Segundo esse números, foram registrados 667 ataques contra a Igreja Católica na Nicarágua entre 2018 e 2023. Esses números incluem o ataque a 214 agentes pastorais.

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