Por: Luiz Torres
Jesus nos ensina a não julgar o próximo, pois nosso julgamento é limitado pelas aparências e, muitas vezes, marcado pelo orgulho e pelos preconceitos. Enquanto buscamos motivos para condenar, Deus, o justo Juiz, procura razões para salvar. Antes de apontar os defeitos dos outros, somos chamados a reconhecer nossas próprias fragilidades, pois é mais fácil enxergar o cisco no olho do irmão do que a trave no nosso. A medida de Deus é o amor e a misericórdia. Já a nossa, muitas vezes, é a da autossuficiência, da inveja e da dureza de coração. Por isso, Jesus adverte que seremos medidos com a mesma medida que usamos para medir os outros.
Os braços abertos de Cristo na Cruz revelam a régua que Deus utiliza para nos perdoar e oferecer a salvação. Se não somos capazes de abrir os braços para amar, perdoar e salvar, não devemos levantá-los para condenar. Quem age com misericórdia experimentará a misericórdia Divina. Durante toda a vida, Deus nos oferece a oportunidade da conversão. Não podemos confundir a misericórdia de Deus com a justiça e o juízo de Deus.
O Deus que é misericordioso enquanto vivemos, será o nosso justo Juiz, quando nos apresentarmos diante dele. Ele nos perguntará o que fizemos com a misericórdia que Ele nos ofereceu durante toda a nossa vida, desde o primeiro ou último suspiro.





