Por: Luiz Torres
Jesus contrapõe a paz do mundo à paz que somente Ele pode oferecer. A paz humana costuma apoiar-se na ausência de conflitos, na acomodação e nos interesses pessoais e, o pior, na imposição ou opressão do poder financeiro ou bélico Já a paz de Cristo nasce da verdade, da justiça e da fidelidade ao Evangelho. Por isso, quando optamos em colocar Deus em primeiro lugar, muitas vezes inquieta, provoca mudanças e gera incompreensões, até mesmo entre familiares.
O discipulado exige prioridade absoluta. Quem coloca os interesses materiais ou os vínculos humanos acima da vontade de Deus ainda não compreendeu plenamente o seguimento de Cristo. Paradoxalmente, é quando Deus ocupa o primeiro lugar que aprendemos a amar verdadeiramente as pessoas. O amor a Deus purifica, fortalece e dá sentido a todos os demais amores.
A paz de Cristo não significa ausência de dificuldades, mas a serenidade de quem permanece firme na verdade e trabalha pela justiça, pela fraternidade e pelo bem comum. Não basta dizer-se discípulo; é preciso viver as exigências do Evangelho com coerência e fidelidade. A luta de Jesus não é contra pessoas, mas contra o pecado, a mentira, a cultura de morte e a injustiça que afastam o ser humano de Deus.
Quem acolhe a paz de Cristo torna-se instrumento dessa vitória, testemunhando com a própria vida que somente a verdade e o amor são capazes de transformar o coração humano e renovar o mundo.






