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Presidente eleito da Colômbia faz retiro espiritual uma semana antes de assumir o cargo

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O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, junto com seu vice-presidente e membros do gabinete, participaram de um retiro espiritual uma semana antes de assumir a presidência para o mandato de 2026-2030.

Por meio de suas redes sociais, De la Espriella disse na sexta-feira (1) que, nesse retiro espiritual, reafirmou sua convicção de que “para construir uma grande nação, é preciso colocar Deus no centro de cada decisão”.

As imagens divulgadas mostram o presidente eleito acompanhado de sua mulher, Ana Lucía Pineda. Também estiveram presentes o vice-presidente eleito, José Manuel Restrepo, e os ministros designados Jaime Andrés Beltrán, Mauricio Gómez, Iván Cancino, Elsa Noguera, entre outros.

“Com fé, trabalho e amor pela nossa terra, faremos do país que sonhamos uma realidade”, escreveu De la Espriella.

Em outra publicação feita no domingo (2), o presidente eleito disse que o dia fortaleceu a fé e renovou o compromisso da equipe “de servir a Colômbia com humildade, responsabilidade e amor pela nação”.

José Manuel Restrepo disse na rede social X que “uma nação que reza unida, permanece unida”.

No evento, cada participante recebeu um exemplar da Bíblia, cuja capa apresenta um mapa da Colômbia com o Sagrado Coração de Jesus. Uma mensagem em vídeo do papa Leão XIV também foi exibida.

Jaime Andrés Beltrán, indicado para o Ministério do Trabalho, disse na rede social X que “a mão do homem é inútil sem a ajuda de Deus” e que viveram “um momento de encontro e união”.

“Porque sabemos que a batalha que se aproxima também é espiritual”, disse Beltrán. “Deus abençoe a Colômbia”.

O retiro espiritual foi criticado por membros do governo de esquerda do atual presidente da Colômbia, Gustavo Petro, como o ministro do Trabalho, Antonio Sanguino, e a representante da Câmara do Pacto Histórico, Mafe Carrascal, para quem o referido evento ameaça o Estado laico estabelecido na Constituição do país.

Mas o evento espiritual foi defendido por vários líderes políticos, inclusive aqueles de grupos diferentes do governo ingressante.

O prefeito de Medellín, Federico Gutiérrez, criticou o fato de os detratores quererem “fazer as pessoas acreditarem que até mesmo acreditar em Deus agora é pecado”. O representante do Partido Conservador Colombiano na Câmara de Representantes, Luis Miguel López, disse que “um Estado laico garante a liberdade de consciência; não obriga um presidente a esconder sua fé”.

“O que chama a atenção é o duplo padrão”, disse López. “Quando os rituais xamânicos e a santería eram promovidos por aqueles no poder, muitos falavam de diversidade e respeito. Hoje, um retiro espiritual é apresentado como se fosse uma tentativa de substituir a Constituição pela Bíblia, algo que nunca aconteceu. A Constituição permanece a mesma; a única coisa que mudou foi o presidente. E, a julgar pela reação de alguns, parece que é isso que realmente os incomoda”.

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