Por: Luiz Torres
Jesus nos apresenta três situações que convergem para um mesmo propósito: a correção fraterna, a autoridade da Igreja e a oração comunitária. Todas apontam para um desafio essencial da vida cristã: aprender a viver em comunidade.
Para uma convivência harmoniosa, precisamos praticar a correção fraterna. Muitas vezes, porém, não conseguimos ajudar o irmão porque nossa correção não é libertadora , mas acusadora .
Antes de propor uma mudança, fazemos uma acusação que fecha o coração e impede o acolhimento da correção. Corrigir, à maneira de Jesus, é amar, orientar e ajudar o outro a reencontrar o caminho. Jesus também apresenta a Igreja como instrumento de correção, conversão e justiça. Mas a Igreja é, sobretudo, lugar de comunhão e oração.
Quando nos reunimos em oração, alcançamos as graças necessárias para nossa própria conversão, aprendemos a corrigir e a perdoar e fortalecemos uma vida comunitária capaz de testemunhar o Amor de Deus. A comunidade cristã deveria provocar em quem está de fora a mesma admiração que os pagãos manifestavam diante dos primeiros cristãos: “Vejam como eles se amam!”.
E fica para nós uma pergunta que exige exame de consciência: será que aqueles que caminham conosco ou os que ainda estão fora da comunhão, conseguem enxergar, em nossa vida comunitária, esse amor que deveria saltar aos olhos? É dessa comunhão e unidade que derivam, a verdadeira correção, a autoridade e o poder da oração da Igreja.






