Por Luiz Torres
além das parábolas, Jesus utiliza contrastes para realçar sua mensagem e provocar uma reflexão mais profunda. Uma das lições mais desafiadoras é esta: o primeiro no Reino dos Céus não é necessariamente quem realiza coisas extraordinárias, mas quem permite que Deus realize, nele e através dele, as maravilhas do seu Amor. As riquezas podem ser usadas para o bem, mas tornam-se perigosas quando colocamos nelas nossa segurança e confiança, em vez de confiarmos em Deus.
O problema não está no que possuímos, mas no que permitimos que eles provoquem em nosso coração: alimentar orgulho, soberba, autossuficiência e a ilusão de sermos melhores porque temos mais. Quando deixam de ser instrumentos e passam a ser nossa segurança, tornam-se uma prisão. Por isso Jesus afirma: “Os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros.”(Mateus 19, 30).
Jesus não condena os ricos nem as riquezas; pede que sejamos bons e fiéis administradores, colocando nossos bens a serviço do bem, da justiça e da caridade. No Reino de Deus, não seremos avaliados pelo que temos, mas pelo que somos; não pela quantidade de bens, mas pela qualidade do nosso amor e pela capacidade de renúncia das coisas deste mundo para conquistarmos as coisas do alto.
A recompensa eterna não dependerá do que acumulamos, mas do amor com que administramos o muito ou o pouco que Deus nos confiou e colocou em nossas mãos.






