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Mãe perdoa assassino de sua filha, falecida enquanto protegia bebê

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13/08/2019 08h01

Mãe perdoa assassino de sua filha, falecida enquanto protegia bebê

Jordan Anchondo tinha 25 anos e era mãe de três filhos. No dia 3 de agosto, dia do massacre, estava no Walmart comprando material escolar para a volta às aulas.

Acidigital

Misti Jamrowski, mãe de uma das vítimas do tiroteio perpetrado por Patrick Crusius em uma loja Walmart em El Paso, Texas (Estados Unidos), perdoou o assassino de sua filha, Jordan Anchondo, a qual morreu protegendo seu bebê dos tiros.

“E como Jesus, que disse que devemos perdoar aqueles que nos fazem mal, eu verdadeiramente o perdoo de coração. Sinto tristeza por seus pais, porque eles também perderam um filho”, disse Misti, em declarações à imprensa.

Por sua vez, Leta Jamrowski, irmã de Jordan, disse que sente muitas saudades dela. “Eu daria a minha vida em troca da dela. Jordan tinha três bebês para criar. Qualquer dia eu daria minha vida só para recuperá-la”.

Jordan Anchondo tinha 25 anos e era mãe de três filhos. No dia 3 de agosto, dia do massacre, estava no Walmart comprando material escolar para a volta às aulas.

“Pelas feridas do bebê, disseram que provavelmente minha irmã estava tentando protegê-lo dos tiros. Quando o agressor atirou nela, o bebê estava nos braços de Jordan e ambos caíram no chão. Minha irmã caiu em cima de seu corpo e, graças a isso, ele conseguiu sobreviver. Meu sobrinho vive porque ela deu a sua vida por ele”, contou Leta.

Paul Jamrowski, pai de Jordan, assinalou que tudo isso “é irreal. Quando penso, tenho momentos nos quais… poderia pegar o telefone e ligar porque isso é o que fazemos na maior parte do tempo. Mas, não é real. Honestamente, temos nossos momentos nos quais estaremos bem e depois, simplesmente, arruinados”.

O acontecimento trágico, continuou Paul, é totalmente “infeliz. Não somos os únicos que sofremos, por isso nossos corações estão com todas as demais famílias. Não apenas aqui, mas que também vimos que houve outro tiroteio ontem à noite. Assim, também nos solidarizamos com essas pessoas em todo o país”.

“Nossos corações e nossas orações também estão com eles. A dor é irreal. Não deveríamos ter que enterrar os filhos antes dos pais”, ressaltou Paul.

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