
Reflexos do Coração por : Luiz Farias Torres
Além de muitas comemorações, neste mês de agosto, dedicado às vocações, ganha destaque especial a Semana Nacional da Família, que tem seu início no dia 10, dia dos pais.
Nos dias de hoje, falar de família, além de necessário é também um desafio.
Como bem profetizou Nossa Senhora, a batalha final entre o bem e o mal seria em relação à família, e é o que estamos vivenciando.
Para falar de família precisamos traçar um paralelo, até certo ponto, constrangedor, pois de um lado, o modelo de família ideal, sonhado e instituído por Deus lá no início de tudo, e do outro lado, as muitas variáveis e os múltiplos tipos de família que se tenta instituir ou se vive nos dias de hoje.
Temos então, o modelo original, constituído por Deus em que a família é formada por três elementos: o pai, a mãe e os filhos.
Todas as outras formas ou modelos de família praticados nos dias de hoje, que não sigam esse padrão, se constituem uma deformação ou até mesmo uma agressão ao modelo divino de família.
É bom que se deixe claro: não estamos aqui acusando ou condenando ninguém, pois além da família basilar, Deus instituiu também a lei do Amor que nos leva à compreensão e respeito a todos.
Mas respeitar não significa concordar, muito menos apoiar.
Portanto diante dessas inúmeras e, às vezes, até absurdas formas de família, é necessário que nos manifestemos contrários, ao mesmo tempo em que respeitamos seus adeptos ou defensores.
Baseados na lei do amor, respeitamos, e baseados nessa mesma lei do amor criador, não concordamos. Alguém pode até pensar, mas quem somos nós para concordar ou discordar do modo de vida de alguém? Respondemos, realmente não somos muita coisa, mas temos por regra cumprir e obedecer a vontade e a criação de Deus, que é tudo. Não somos nada, mas Deus é tudo e Ele nos criou assim: homens, mulheres e família. Conforme Gênesis 2, 24.
Dito isso, e respeitando cada pessoa como filho de Deus e irmãos que somos, precisamos olhar atentamente para a realidade das nossas famílias. Podemos concluir que a deterioração do conceito familiar está aniquilando e desfigurando a imagem de Deus que Ele mesmo imprimiu em nós.
Ao desfigurarmos a família, estamos desfigurando a própria pessoa humana, e consequentemente te toda a sociedade que é formada por pessoas que dependem de suas famílias para nascer e existir, pois todos nós, exceto Adão e Eva, nascemos no seio de uma família. É dos nossos pais que recebemos os primeiros cuidados, os primeiros ensinamentos, os primeiros passos, o próprio nome e herdamos características e temperamentos.
Não por acaso ou sem fundamento, que a Igreja sempre defendeu a família como “santuário da vida” e base de uma sociedade equilibrada e verdadeiramente humana.
Fala-se muito em “Direitos humanos” e às vezes se evoca esse direito que é universal, para justificar muitos excessos e ideologias, mas quase sempre nos esquecemos que o principal e mais básico “direito humano” de uma pessoa é a sua família. É a partir da família, que apreendemos a respeitar e tomamos consciência do ser humano divinizado pelo sopro da vida, que somos.
No próximo domingo, celebraremos o dia dos pais, e com ele incisamos a semana de reflexão, conscientização e defesa da família. É muito importante nos envolvermos e profundarmos esse tema.
Quando defendemos a família, basicamente estamos defendendo a nós mesmos.
Se hoje, constatamos uma perigosa e preocupante degradação da sociedade, isso se deve também, se não principalmente, à degradação e desvirtuamento do conceito familiar como esteio e base de uma sociedade justa, equilibrada e consciente dos direitos e deveres de cada cidadão.
Aos pais que assumem a paternidade como missão dada por Deus, a nossa homenagem pelo seu dia e às famílias que reconhecem o seu papel “determinante e insubstituível na construção da cultura da vida” a nossa oração e o nosso irrestrito apoio e defesa. Abençoa e protege Senhor, as nossas famílias.






