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Papa Leão XIV chama bispos a Roma para discutir famílias e Amoris laetitia em outubro

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O papa Leão XIV vai se reunir com bispos de todo o mundo para discutir a aplicação nos dias de hoje de um documento polêmico sobre famílias publicado pelo papa Francisco há dez anos.

Amoris laetitia, exortação apostólica de Francisco sobre o matrimônio e a família, foi publicada depois de dois sínodos controversos no Vaticano, dominados pelo debate sobre comunhão a divorciados em nova união.

O papa Leão XIV anunciou hoje (19) que vai convocar os presidentes das conferências episcopais do mundo a Roma em outubro para um “discernimento sinodal” sobre como “proclamar o Evangelho às famílias de hoje, à luz da Amoris laetitia”.

A reunião não faz parte do Sínodo da Sinodalidade, que concluirá uma fase de implementação de três anos com uma assembleia também em outubro de 2028.

Francisco assinou a Amoris laetitia em 19 de março de 2016, depois de sínodos separados sobre a família em 2014 e 2015. As duas assembleias, com duração de um mês cada, foram marcadas por debates sobre o divórcio, e o documento pós-sinodal de Francisco gerou controvérsia com uma nota de rodapé que dizia que, “em certos casos”, católicos divorciados e recasados ​​civilmente poderiam receber a comunhão.

A doutrina da Igreja sempre foi a de que esses católicos não poderiam receber a Comunhão a menos que vivessem como irmãos.

Em sua mensagem divulgada hoje, o papa Leão XIV disse que mudanças sociais tornam a atenção pastoral às famílias ainda mais necessária do que há dez anos.

Amoris laetitia é “uma luminosa mensagem de esperança a respeito do amor conjugal e familiar”, e “pedimos a Deus a coragem para perseverar nesse caminho, acolhendo sempre o Evangelho de novo, na alegria de poder proclamá-lo a todos”, disse ele.

Leão XIV falou sobre o ensinamento do Concílio Vaticano II de que a família é “a base da sociedade, um dom de Deus e uma escola para o enriquecimento humano”.

Desde o concílio Vaticano II, disse o papa, “as duas exortações apostólicas, Familiaris consortio — publicada por são João Paulo II em 1981 — e Amoris Laetitia (AL), fortaleceram o compromisso doutrinal e pastoral da Igreja com o serviço aos jovens, aos casais e às famílias”.

O Senhor confiou às famílias a tarefa de participar na missão da Igreja de proclamar o Evangelho, inclusive em lugares onde a Igreja só pode testemunhar através dos fiéis leigos, disse Leão XIV.

“Por essa razão, o compromisso da Igreja nesse campo deve ser renovado e aprofundado, para que aqueles que o Senhor chama ao matrimônio e à família possam viver o seu amor conjugal em Cristo e os jovens se sintam atraídos pela intensidade da vocação matrimonial na Igreja”, disse ele.

O papa também falou sobre “ensinamentos valiosos que devemos continuar a examinando hoje” da Amoris laetitia, inclusive como lidar com crises familiares, que o amor no casamento “sempre dá vida” e a necessidade de novos métodos pastorais.

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