Por: Luiz Torres
Pedro recorda as antigas promessas que aconteceram e acontecem ainda hoje. Jesus promete a alegria e a felicidade eterna, mas os discípulos ainda não conseguiam perceber isso no cotidiano. Deixaram tudo e seguiram o Mestre e encontraram uma vida exigente: caminhavam de cidade em cidade, enfrentavam cansaço, incertezas, perseguições e ameaças.
Diante disso, Pedro, em nome do grupo, faz uma cobrança dura a Jesus: “Eis que deixamos tudo e te seguimos” (Mc 10,28). Querendo dizer, largamos tudo e agora o que vamos ganhar em troca? Qual a nossa vantagem? Percebemos ja naquele tempo, como hoje, a cultura do “toma lá dá cá”: fazer algo esperando vantagens e privilégios. Jesus reafirma e detalha a sua proposta. Ao invés de vantagens passageiras, promete a quem renunciar, por causa do Evangelho, o cêntuplo, já neste mundo e, no futuro, a vida eterna.
Essa promessa nos enche de esperança. Na Igreja, somos uma grande família. Jesus nos chama irmãos, não porque diminui sua dignidade, mas porque nos eleva à condição de filhos de Deus. Ainda que não sejamos todos irmãos “de sangue”, somos irmãos “no Sangue” derramado por Ele, na Cruz, para a salvação de todos, unidos na mesma graça, participantes da mesma herança e chamados à mesma vida eterna.





