Juiz do RS decide prorrogar prisões de músicos e donos da Kiss por mais 30 dias
Uol
A Justiça de Santa Maria (301 km de Porto Alegre) decidiu nesta sexta-feira (1º) prorrogar por mais 30 dias a prisão dos músicos e dos sócios da boate Kiss, onde aconteceu o incêndio que matou 236 pessos em Santa Maria (RS), segundo decisão do juiz Régis Adil Bertolini.
Acabava hoje o prazo das prisões temporárias de Elissandro Callegari Spohr, o Kiko, e Mauro Hoffmann, sócios na boate, e de dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão, que se apresentava no local no dia da tragédia e pode ter iniciado o incêndio com o uso de um sinalizador.
O pedido de prorrogação das prisões foi feito ontem pela Polícia Civil e recebeu parecer favorável do Ministério Público. Para a polícia, a medida se justifica, entre outros argumentos, porque ainda não foram tomados todos os depoimentos e porque haveria risco de fuga dos presos.
Para os promotores criminais Waleska Agostini e Joel Dutra, a prisão temporária deve ser prorrogada não por cinco dias, conforme o padrão estipulado em lei, mas por 30, tendo em vista, segundo o MP, que há evidências de crime de homicídio qualificado, doloso, “tendo os representados assumido o risco de produzir como resultado a morte de mais de 200 pessoas, por meio de asfixia”, diz trecho da manifestação do MP.
“Estamos diante, portanto, por ora, de crime de homicídio qualificado, o qual é considerado crime hediondo”, definem os promotores.
Segundo a assessoria da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, os delegados do caso trabalham na tomada de depoimentos –até ontem, haviam sido mais de 60 –e devem se manifestar em entrevista coletiva às 17h.
A reportagem tentou contato com os advogados Jader Marques, que representa Spohr, e Mário Cipriani, que defende Hoffmann, mas eles não atenderam os telefonemas.





