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Leão XIV fecha a porta santa da basílica de São Pedro e conclui o Jubileu da Esperança

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O papa Leão XIV fechou hoje (6) a porta santa da basílica de São Pedro, no Vaticano, encerrando o Ano Santo Ordinário.

O papa foi em procissão à porta santa enquanto se cantava a antífona O clavis David. Chegando à soleira, Leão XIV ajoelhou-se diante da porta e ficou por alguns minutos em oração silenciosa. Em seguida, às 9h41, levantou-se e fechou pessoalmente as duas grandes portas de bronze.

“Com corações agradecidos, preparamo-nos para fechar essa porta santa, atravessada por uma multidão de fiéis, certos de que o Bom Pastor mantém sempre a porta do Seu coração aberta para nos acolher sempre que nos sentimos cansados ​​e oprimidos”, disse o papa em discurso antes do gesto final que encerrou o evento eclesial, evento que ocorre a cada 25 anos.

Antes de fechar a porta, o papa pronunciou em latim a fórmula prevista no rito, seguindo a prática estabelecida desde 1975 e depois simplificada pelo papa são João Paulo II no Jubileu do ano 2000.

Dando continuidade a essa tradição, a celebração não teve a parte ritual que envolve a construção de uma parede de tijolos, mas se limitou ao fechamento das portas de bronze.

O trabalho de alvenaria propriamente dito será feito posteriormente, de modo privado, cerca de dez dias depois dessa cerimônia pública.

A cerimônia será dirigida pelo Escritório para as Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice. Os chamados sampietrini, equipe responsável pela manutenção da basílica de São Pedro — composta por carpinteiros, marceneiros e eletricistas — que normalmente cuidam da manutenção da basílica, serão responsáveis ​​por erguer a parede de tijolos dentro da basílica para selar permanentemente a porta santa.

Nesse rito privado, ou seja, sem câmeras ou jornalistas, a tradicional cápsula metálica (capsis) será inserida na parede, contendo o ato oficial de encerramento, as moedas cunhadas no Ano Jubilar e as chaves da porta santa: elementos que são testemunho material e simbólico do Ano Santo que, como disse o papa, terminou no calendário, mas não na vida espiritual da Igreja.

Leão XIV recitou a oração de ação de graças pelo Ano Santo Ordinário, na qual disse: “Essa porta santa está fechada, mas a porta da Vossa Misericórdia não está fechada”.

A fórmula foi concluída com uma invocação para que os “tesouros” da graça divina permaneçam abertos, “para que, ao fim de nossa peregrinação terrena, possamos bater com confiança à porta de Sua casa e desfrutar dos frutos da árvore da vida”.

O Jubileu da Esperança foi instituído em 24 de dezembro de 2024, Véspera de Natal, pelo papa Francisco, mas depois da morte dele em abril do ano passado, teve que ser concluído por seu sucessor, Leão XIV, um evento sem precedentes desde 1700. O último Jubileu ordinário (celebrado a cada 25 anos) ocorreu em 2000.

Os jubileus também podem ser celebrados em momentos “extraordinários”, como o que será convocado em 2033 para celebrar os dois milênios da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.

Depois do fechamento da porta santa, Leão XIV celebrou a santa missa da Solenidade da Epifania do Senhor dentro na basílica de São Pedro, no Vaticano, culminando assim a celebração litúrgica do dia.

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