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Papa diz que Vaticano II é a ‘estrela-guia da Igreja’

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O papa Leão XIV celebrou hoje (7) a primeira audiência geral deste ano, na qual inaugurou um novo ciclo de catequese dedicado ao concílio Vaticano II e à releitura de seus documentos, pouco antes de se encontrar com todos os cardeais do mundo no primeiro consistório de seu pontificado, convocado para hoje (7) e amanhã (8).

“Embora sintamos o chamado para não extinguir a sua profecia e para continuarmos buscando meios de pôr em prática as suas intuições, será importante voltar a conhecê-lo de perto, e fazer isso não através do que foi ouvido ou das interpretações que foram dadas”, disse o papa, falando sobre a geração de bispos, teólogos e fiéis que participaram na assembleia conciliar (1962-1965) e que já morreram.

Diante de cerca de 7 mil pessoas, Leão XIV disse que as decisões do concílio Vaticano II “ainda hoje constituem a estrela guia do caminho da Igreja” e citou o papa Bento XVI para destacar a sua relevância duradoura.

O papa também falou sobre o ímpeto original do concílio que “efetivamente abriu caminho para uma nova etapa eclesial” anunciada pelo papa são João XXIII.

Depois de uma reflexão bíblica, teológica e litúrgica que abrangeu o século XX, ele disse que o concílio Vaticano II “redescobriu a face de Deus como Pai que, em Cristo, nos chama a ser Seus filhos”.

Segundo ele, isso também levou a uma compreensão renovada da Igreja “como mistério de comunhão e sacramento de unidade entre Deus e Seu povo” e iniciou uma importante “reforma litúrgica”, colocando no centro o mistério da salvação e a participação ativa e consciente de todo o povo de Deus.

“Isso nos ajudou a nos abrir para o mundo e a compreendermos as mudanças e os desafios da era moderna em diálogo e corresponsabilidade, como uma Igreja que deseja acolher a humanidade de braços abertos”, disse ele.

Citando o papa são Paulo VI, Leão XIV disse que a Igreja iniciou um novo caminho para “buscar a verdade através do ecumenismo, do diálogo inter-religioso e do diálogo com pessoas de boa vontade”.

Esse mesmo espírito, disse ele, “deve caracterizar nossa vida espiritual e a ação pastoral da Igreja, porque ainda precisamos levar adiante a reforma eclesial de modo mais pleno, numa perspectiva ministerial”.

Devido às baixas temperaturas em Roma, a catequese semanal não foi feita na praça de São Pedro e foi transferida para a Aula Paulo VI, no Vaticano.

A audiência geral precede o consistório extraordinário que começa hoje à tarde com a participação da maioria dos 245 cardeais. A reunião de 48 horas decorrerá num ambiente de oração, reflexão e discernimento.

Segundo o Vatican News, serviço oficial de informações da Santa Sé, as sessões serão divididas em três partes. A primeira será a sessão de abertura, hoje à tarde, às 16h, horário local.

Hoje, o papa Leão XIV concelebrou a missa com todos os cardeais às 7h30 no altar da Cátedra, na basílica de São Pedro, antes de retomar as reuniões agendadas das 9h30 às 12h45 e das 15h15 às 19h. Todas as reuniões são feitas a portas fechadas, sem a presença de câmeras ou jornalistas.

Para que se preparem bem para o encontro, o papa pediu aos cardeais que reflitam sobre Evangelii gaudium, a primeira exortação apostólica do papa Francisco, considerada o documento programático do pontificado do papa Francisco, sobre a missão evangelizadora da Igreja; e sobre a constituição apostólica Praedicate evangelium, especialmente sobre o papel da Cúria Romana e sua relação com as Igrejas particulares.

Por fim, os cardeais e o papa também abordam outros temas, como a sinodalidade e a liturgia. Esse último ponto promete ser um dos mais delicados, pois tem uma análise das restrições introduzidas em 2021 pelo papa Francisco à celebração da liturgia anterior à reforma do concilio.

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