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Visita de Leão XIV a Mônaco: a primeira viagem “que ele mesmo escolheu”, diz padre local

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O dia 28 de março ficará para sempre gravado na memória dos habitantes de Mônaco. Pela primeira vez na história, um papa visitará esta pequena nação europeia, cujas profundas raízes católicas moldaram sua identidade ao longo dos séculos.

“É uma imensa alegria e uma grande honra”, disse o padre Christian Venard, delegado episcopal para a comunicação da diocese de Mônaco, à ACI Prensa, agência em espanhol da EWTN, depois da tão esperada confirmação da viagem pela Santa Sé.

A primeira viagem “que ele mesmo escolheu”

O sacerdote, que também é capelão das Forças Armadas de Mônaco, diz que essa é a primeira viagem apostólica “que ele mesmo escolheu”. Em sua opinião, a viagem que o papa fez à Turquia e ao Líbano no fim de novembro do ano passado já estava prevista “no programa do papa Francisco”.

Ele diz que essa decisão mostra a “grande liberdade interior de Leão XIV”, que, segundo ele, não se deixou influenciar pela caracterização de Mônaco e pelos que reduzem o Estado aos seus cassinos e luxos, ignorando sua história e cultura. “Sem dúvida, o papa tem em mente a importância dos microestados no concerto das nações”, diz o padre.

Embora o papa passe só um dia nesse “microestado”, sua visita exige uma preparação cuidadosa nos mínimos detalhes, tanto espiritual quanto logisticamente.

Preparação logística e espiritual

O padre Venard diz que a Quaresma oferece uma oportunidade propícia para se preparar “e rezar de maneira especial para que esta visita dê muitos frutos”. Ele diz também que o arcebispo de Mônaco, Dominique-Marie David, propôs uma oração especial para a visita do papa.

Sobre a estrutura organizacional, ele diz que o caráter religioso do Estado significa que a Igreja, o Governo Principesco e o Palácio “trabalham em conjunto”. Ele diz também que “há uma forte mobilização de todos os sacerdotes e fiéis de Mônaco”, que somam cerca de 38 mil pessoas numa única diocese.

Um Estado pró-vida

Em janeiro, o príncipe Alberto II de Mônaco foi recebido pelo papa no Vaticano, pouco depois de o monarca ter se recusado a promulgar uma lei a favor do aborto, destacando o lugar que a religião católica ocupa no principado.

“Várias autoridades agradeceram-lhe pela sua coragem enquanto príncipe católico por ter rejeitado uma possível legalização do aborto no principado, mesmo em nome da Constituição que os seus antepassados ​​queriam legar ao país”, disse o padre sobre isso.

O padre Venard fala sobre o compromisso que a Igreja no país tem com a defesa da vida, “do seu princípio ao seu fim”, materializado em legislação conforme as exigências da fé cristã.

Sobre os locais e eventos considerados para a visita de Leão XIV, o padre Venard expressa o desejo de que o papa possa visitar a igreja de Santa Devota, lugar emblemático da piedade popular monegasca.

“A delegação da Santa Sé já tem todas as propostas e, em poucos dias, creio que a Sala de Imprensa da Santa Sé poderá anunciar o programa oficial para esse dia histórico que já nos enche de alegria”, conclui.

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