Acidigital
O papa Leão XIV disse que Jesus é a resposta de Deus à nossa sede, em sua reflexão sobre o Evangelho de hoje (8), no qual o Senhor encontra a samaritana.
Diante de milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, o papa destacou que esta passagem, juntamente com as da cura do cego de nascença e da ressurreição de Lázaro, anima aqueles que receberão o batismo na Páscoa e encoraja a autenticidade e a alegria naqueles que já o receberam.
“Jesus, na verdade, é a resposta de Deus à nossa sede. Como indica à samaritana, o encontro com Ele faz brotar no íntimo de todos uma ‘fonte de água que dá a vida eterna’. Ainda hoje, quantas pessoas, em todo o mundo, procuram esta fonte espiritual”, disse Leão XIV.
Depois de recordar uma passagem do diário da jovem Etty Hillesum — uma holandesa que esteve no campo de concentração de Auschwitz na Segunda Guerra Mundial — em que ela afirma que “Deus está, então, sepultado”, mas é preciso “voltar a desenterrá-lo”, o papa disse que “não há energia melhor empregada do que aquela que dedicamos a libertar o coração”. “Por isso, a Quaresma é um dom: estamos a entrar na terceira semana e podemos, portanto, intensificar o caminho”.
O papa destacou que os discípulos ficaram surpresos ao ver Jesus conversando com a samaritana e, por isso, ele teve que “desafiá-los: ‘Não dizeis vós: ‘Mais quatro meses e vem a ceifa’? Pois Eu digo-vos: Levantai os olhos e vede os campos que estão doirados para a ceifa’”.
Leão XIV disse que “o Senhor diz também à sua Igreja: ‘Levanta os olhos e reconhece as surpresas de Deus!’. Quatro meses antes da colheita, quase nada se vê nos campos. Mas onde nós não vemos nada, a Graça já está em ação e os frutos estão prontos para serem colhidos”.
“A messe é grande: talvez os trabalhadores sejam poucos, porque distraídos noutras atividades. Porém, Jesus está atento”.
O papa disse que, de acordo com os costumes da época, o Senhor teria que ignorar a samaritana, mas “Jesus fala com ela, escuta-a, dá-lhe atenção, sem segundas intenções e sem desprezo”.
“Quantas pessoas procuram na Igreja esta mesma delicadeza, esta disponibilidade! E como é belo quando perdemos a noção do tempo para dar atenção àqueles que encontramos, tal como são”.
O papa disse que, “assim, a samaritana torna-se a primeira de muitas evangelizadoras” e, “por causa do seu testemunho, a partir da sua aldeia de desprezados e rejeitados, muitos vão ao encontro de Jesus e também neles brota a fé como água pura”.
Para concluir, o papa Leão XIV exortou a pedir à Virgem Maria, “Mãe da Igreja, para podermos servir, com Jesus e como Jesus, a humanidade sedenta de verdade e justiça”.
“Não é tempo de confrontos entre um templo e outro, entre o “nós” e os “outros”: os adoradores que Deus procura são homens e mulheres de paz, que O adoram em Espírito e verdade”, disse.





