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‘O mal desmorona’ quando se anuncia e pratica o Evangelho, diz Leão XIV

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O papa Leão XIV disse, no Ângelus de hoje (14), na Praça de São Pedro, que, quando o “Evangelho é anunciado e praticado, o mal desmorona como uma doença que chega ao fim, como uma noite que dá lugar à aurora, como a morte vencida pelo Ressuscitado”.

“O Evangelho deste dia traz-nos um grande presente, pois envolve todos aqueles que o escutam sob o olhar de Jesus”, disse o papa, ao abordar a passagem tirada do Evangelho segundo São Mateus (9,36-10,8). “É uma narrativa que, além de nos dizer o que o Senhor observa, testemunha a atenção do seu olhar”.

O papa disse que “tendo-se feito nosso irmão, o Filho de Deus olha para as pessoas, olha para a humanidade: vê a opressão que subjuga e a violência que tira as forças. Vê as feridas das guerras e o vazio do consumismo”.

Jesus, continuou ele, “vê rostos reduzidos a máscaras, famílias destruídas pelo mal e jovens iludidos por falsos ideais”.

“Jesus vê e ama. Ele ama e sofre por nós e conosco: a sua compaixão expressa não apenas proximidade fraterna, mas também a vontade de redenção”, disse.

O Senhor, afirmou Leão, “conhece o nosso coração e cuida dele: diante de tantas pessoas que são como ‘ovelhas sem pastor’, Cristo dedica-se a todas elas enquanto bom pastor e, na qualidade de senhor da messe, envia trabalhadores para o campo do mundo”.

O “trabalho que devem realizar” aqueles que seguem Jesus, disse o papa, é “oferecer  o conforto de Deus a quem sofre: levar caridade onde há miséria, esperança onde há aflição, fé onde há desconfiança”.

Leão XIV disse que “o Evangelho menciona os nomes dos primeiros doze ‘trabalhadores’”, que “são discípulos feitos apóstolos, ou seja, missionários e pregadores”. O primeiro, disse, foi “Simão, chamado Pedro”, enquanto o último foi Judas Iscariotes, “para nos lembrar que é possível seguir Jesus e traí-lo, mas o Evangelho permanece para todos como palavra viva e verdadeira”.

“A Boa Nova que atravessa os séculos é idêntica, sempre jovem, fresca e libertadora: ‘O Reino do Céu está perto’”, disse. “Sim, está próximo porque, em Jesus Cristo, Deus aproxima-se de cada homem e mulher, de cada povo e nação”, acrescentou. “É assim que o olhar de Jesus transforma a realidade: a sua iniciativa, cheia de amor, dá vida a um povo novo – a Igreja –, chamado a continuar a missão dos apóstolos: ‘Recebestes de graça, dai de graça’”, disse o papa.

Ao concluir sua mensagem antes da oração do Ângelus, Leão XIV lembrou a todos os fiéis que “a tarefa de evangelizar nasce do dom de Deus que, em Cristo, se torna perdão para o mundo, serviço aos pequeninos e pobres, empenho pela justiça”.

“Peçamos a ajuda da Virgem Maria, cheia de graça, a fim de respondermos com alegria e coragem à missão para a qual Jesus nos chama”, concluiu.

Grato pelo ‘grande entusiasmo e devoção’ da Espanha

Depois da oração do Ângelus, o papa Leão XIV agradeceu a Deus “pela viagem apostólica à Espanha. Ele também agradeceu “ao povo espanhol”, que o “acolheu com grande entusiasmo e devoção”, e, “especialmente”, “a Sua Majestade o Rei”.

“Agradeço com carinho aos bispos, às comunidades que visitei e a toda a Igreja presente na Espanha”, disse. “Que Deus abençoe sempre a Espanha, disse em espanhol.

Que o exemplo e a intercessão dos mártires ‘sustentem a missão’ da Igreja

O papa também recordou os novos beatos Venceslau Drbola e João Bula, da Morávia, na atual República Tcheca; bem como os sacerdotes salesianos poloneses João Šwierc e oito companheiros, que “foram beatificados como mártires, porque devido à sua fidelidade a Cristo foram vítimas das perseguições de regimes totalitários”.

Leão XIV também destacou que ontem (13), “no Brasil, no Estado do Mato Grosso, foi beatificado Nazareno Lanciotti, sacerdote romano missionário, também ele mártir, porque em nome do Evangelho defendia os mais pobres”.

“Que o exemplo e a intercessão destas corajosas testemunhas sustentem a missão dos presbíteros e da Igreja inteira”, encorajou.

As vítimas do terremoto nas Filipinas

O papa também manifestou sua “proximidade às populações das Filipinas, atingidas há alguns dias por um forte terremoto”.

No dia 8 de junho, por volta das 7h37 (hora local), o país foi abalado por um terremoto de magnitude 7,8. O desastre natural causou a morte de pelo menos 62 pessoas e mais de 600 feridos.

“Rezo pelos falecidos e seus familiares, pelos feridos e pelos que sofrem devido a esta calamidade”, disse Leão XIV.

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