Por: Luiz Torres
Depois de comparar o Reino dos Céus a um tesouro escondido e a uma pérola de grande valor, Jesus o apresenta agora sob outra perspectiva: a de uma pequena semente de mostarda que cresce e se torna uma grande árvore, e a de um pouco de fermento que faz levedar toda a massa. Com essas imagens, ensina que o Reino de Deus nasce na simplicidade, mas possui uma força transformadora capaz de alcançar o mundo inteiro. O Reino inaugurado por Cristo é lugar de acolhida, descanso e esperança. Como a árvore que oferece sombra aos pássaros, a Igreja é chamada a acolher os cansados, confortar os aflitos e conduzir todos ao encontro de Deus.
Como o fermento transforma silenciosamente a massa, a graça de Deus age discretamente nos corações, promovendo conversão, crescimento espiritual e renovação de vida. Também nós, pelo Batismo, fomos chamados a ser esse fermento do Evangelho na massa de um mundo muitas vezes marcado pela incredulidade, pela indiferença, pelo orgulho e pela violência. Somente o fermento do amor e da misericórdia é capaz de transformar corações endurecidos e libertá-los da escravidão do pecado e da ilusão dos tesouros passageiros, corroídos pelo egoísmo e pela ferrugem do pecado.
Desde o Batismo fomos incorporados ao Reino de Cristo e chamados a participar do seu combate espiritual. Para essa missão, Deus nos oferece as armas da fé: a Palavra, os Sacramentos, a oração, a vida da Igreja e a força do Espírito Santo. O campo de batalha é o mundo, mas o inimigo não são as pessoas; é tudo aquilo que as escraviza, engana, afasta de Deus e conduz à morte da alma. Diante dessa missão, vale a pergunta para o nosso exame de consciência: em qual linha de frente estamos lutando? Estamos sendo fermento que transforma, árvore que acolhe e testemunhas do Reino de Deus no mundo, ou permanecemos espectadores diante da batalha entre a graça e o pecado?






