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Concílio Vaticano II reformou a liturgia para promover participação ativa, diz Leão XIV

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CIDADE DO VATICANO — O papa Leão XIV descreveu hoje (26) as reformas litúrgicas que se seguiram ao Concílio Vaticano II como necessárias para incentivar a participação ativa dos fiéis.

“Uma vez que os gestos e as palavras da sagrada liturgia são decisivos para concretizar essa experiência, a participação dos fiéis não pode ser passiva”, disse Leão XIV. “A reforma litúrgica promovida pelo Concílio Vaticano II se insere, portanto, na tradição viva da Igreja”.

Em audiência geral hoje no Vaticano, o papa concluiu sua catequese de verão sobre a constituição litúrgica do Concílio Vaticano II, Sacrosanctum concilium. A audiência foi realizada na basílica de São Pedro por causa do calor do verão romano.

Os fiéis não podem ser passivos na liturgia

Leão XIV defendeu a decisão dos padres conciliares no Concílio Vaticano II de reformar a liturgia, citando uma carta que o papa são Paulo VI escreveu quando arcebispo de Milão, Itália, para encorajar a participação dos fiéis.

“Motivado por essas convicções, o futuro papa são Paulo VI disse que os fiéis não podem e não devem mais permanecer em silêncio e passivos. Sua presença física não pode ser conciliada com sua ausência espiritual”, disse Leão XIV.

O papa disse também que a liturgia tem aspectos divinos que não podem mudar e elementos humanos que podem mudar para promover a participação dos fiéis.

“Quando a Igreja faz uma reforma da liturgia — um processo constante de desenvolvimento ao longo dos séculos — é importante distinguir entre os elementos divinos e imutáveis ​​e os elementos humanos, que podem sofrer várias modificações”.

“Surgiu a necessidade de os fiéis celebrarem as liturgias de modo mais consciente e ativo, não como estranhos e espectadores silenciosos, mas participando plenamente do mistério salvífico”, disse Leão XIV.

A reforma litúrgica começou muito antes do Concílio Vaticano II

A liturgia atual da Igreja foi estabelecida em 1969, depois do Concílio Vaticano II. Ela substituiu a antiga liturgia tridentina, padronizada desde o Concílio de Trento, em 1570.

A liturgia tridentina foi substituída depois do Concílio. O papa Bento XVI permitiu maior acesso a ela em 2007, mas o papa Francisco restringiu esse acesso em 2021.

Leão XIV disse também que a reforma litúrgica começou muito antes do Concílio Vaticano II, sob o pontificado de vários papas.

“A constituição apostólica Divini Cultus, de Pio XI, também já havia retomado a necessidade de os fiéis não assistirem às celebrações como estranhos ou espectadores mudos”, disse o papa.

Leão XIV falou também sofre a reforma da liturgia da Semana Santa Tridentina feita pelo papa venerável Pio XII em 1955, que “reorganizou os ritos da Semana Santa, recolocando-os nos horários correspondentes aos acontecimentos pascais, depois de terem sido antecipados por séculos para o período da manhã”.

Leão XIV falou também sobre as intervenções do papa são João XXIII, que convocou o Concílio Vaticano II em 1959. Leão XIV disse que são João XXIII contribuiu para a reforma litúrgica da Igreja ao simplificar “as rubricas do Breviário e do Missal, nas quais ele apresentou a definição dos princípios fundamentais de uma reforma litúrgica”.

“A liturgia é uma realidade viva e esteve sempre sujeita a evoluções e mudanças”, disse Leão XIV.

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