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LONDRES — No último sábado (6), milhares de ativistas marcharam do Emmanuel Centre, em Westminster, até a Parliament Square, como parte de uma manifestação anual organizada pelo grupo pró-vida March For Life UK. Os organizadores estimaram que cerca de 10 mil pessoas participaram do evento.
Ativistas pró-vida pedem mais restrições ao aborto e se opõem à legislação que estabelece zonas de proteção em torno de clínicas e hospitais que fazem abortos nas quais é proibido até mesmo rezar em silêncio.
“Toda vida humana é feita à imagem e semelhança de Deus”, disse Ben Thatcher, organizador da Marcha pela Vida, à EWTN. “O aborto põe fim a essa vida, e quando o aborto põe fim a essa vida, estamos diante de uma grande, grande tragédia — algo que afeta não só aquela pessoa, mas também sua família, a sociedade e a cultura em que vivemos”.
No Reino Unido, abortos podem ser feitos até a 24ª semana de gestação, sujeitos a certas condições legais. Zonas de segurança ao redor de clínicas e hospitais que fazem abortos restringem atividades que possam influenciar pessoas que buscam acesso ao aborto.
“Considero uma completa injustiça que uma vida humana, criada à imagem de Deus, possa ser interrompida e justificada com o slogan Aborto é Saúde”, disse Thatcher.
A marcha teve a presença de 15 bispos católicos, que também celebraram missa na catedral de Westminster pela manhã, antes de se juntarem ao grupo principal.
O bispo-auxiliar de Southwark, Inglaterra, Paul Hendricks, disse à EWTN: “Eu apoio a vida em todas as suas fases. Temos que defender nossos valores. Temos nossos princípios e seguimos Jesus”.
O arcebispo de Southwark, John Wilson, disse à EWTN News: “Estou aqui porque acredito na beleza e na dignidade da vida humana… Estamos unidos num espírito belo, pacífico e alegre, para afirmar que a vida humana importa, que toda vida importa, da concepção à morte natural”.
“E numa cultura desafiadora, quando tantas pessoas, de certo modo, veem a vida como algo descartável, você só quer se levantar e ser a voz dos que não têm voz”, disse ele.
Os participantes cantaram hinos cristãos pelas ruas ensolaradas de Londres, carregando faixas com os dizeres: “O aborto prejudica a família”, “A proibição do aborto salva vidas” e “Eu me juntei à luta”.
“Vim aqui hoje para apoiar a vida desde a concepção até a morte natural, dentro de uma cultura onde isso parece não ser valorizado atualmente… Acho importante me manifestar e dizer que a dignidade humana de cada pessoa reside no fato de ela ter sido feita à imagem de Deus, por menor que seja”, disse o bispo do ordinariado militar Paul Mason à EWTN.
O padre Paul Grogan disse à EWTN que o aborto é “a questão de direitos humanos mais fundamental da nossa época”.
“E creio que seja uma parte importante de vivermos nossa fé católica testemunharmos nossa crença na beleza da vida humana, desde o momento da concepção até os momentos de seu fim natural”, disse ele.
Centenas de pessoas também participaram de um contraprotesto a favor do direito ao aborto, entoando slogans como “Aborto é um direito humano”, “Nem a igreja, nem o Estado, nós decidimos nosso próprio destino”, “Fascistas cristãos, vão embora” e “Tirem seus rosários dos nossos ovários”.
Tilly Middlehurst, ativista pró-aborto e estudante da Universidade Cambridge que ficou conhecida online devido um confronto com o ativista conservador americano Charlie Kirk, assassinado nos EUA em 10 de setembro do ano passado, disse à EWTN News que veio “para salvaguardar nossos direitos como mulheres”.
“Quero trazer o máximo de pessoas possível para demonstrar que [os ativistas pró-vida] são uma minoria e não pertencem a este lugar”, disse ela, referindo-se aos milhares de ativistas que marchavam nas ruas.
Antes da marcha, a ativista pró-vida Ruth Price foi recebida com hostilidade por manifestantes contrários em frente ao Centro Emmanuel, por tentar distribuir panfletos pró-vida aos defensores do aborto.
Price disse à EWTN News: “Eu queria falar com pessoas que estão assassinando crianças. … Certamente não tive a intenção de lhes fazer mal. Trabalho com adultos com dificuldades de aprendizagem muito profundas e eles têm vidas que valem a pena. Eles são preciosos aos olhos de Deus, e quero que as pessoas saibam que respeitamos a vida da mãe”.





