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Leão XIV comemora 71 anos abrindo exposição sobre água na Biblioteca Vaticana

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O papa Leão XIV comemorou ontem (14) seu 71º aniversário no Vaticano com a inauguração de uma exposição de arte sobre a água na Biblioteca Apostólica Vaticana.

O papa inaugurou a exposição AQVA, parte do tema Catástrofe e Maravilha, que ficará em cartaz na Biblioteca Vaticana até 14 de maio do ano que vem. A exposição tem obras de arte que destacam uma “reflexão sobre a água como ameaça e recurso” e reflete um foco recente na promoção da arte contemporânea no Vaticano.

‘A biblioteca do papa é um coração’

A ocasião também marcou a primeira visita de Leão XIV à biblioteca desde sua eleição para o papado no ano passado. Em seu discurso , ele descreveu a Biblioteca Vaticana — a biblioteca do Papa — como um coração pulsante e um símbolo da vida.

“Como devemos descrever a biblioteca do Papa? Usarei uma metáfora: a Biblioteca Apostólica é um coração”, disse Leão XIV. “Um coração pulsante é um símbolo da vida e resulta de dois movimentos opostos, a sístole e a diástole: uma contração e um relaxamento, um movimento em direção ao centro e outro em direção à periferia”.

O papa disse então que os movimentos de contração e relaxamento do coração se refletem tanto na atmosfera tranquila da Biblioteca Vaticana quanto em seu envolvimento com a história da humanidade.

O arcebispo Giovanni Cesare Pagazzi, bibliotecário e arquivista da Santa Sé, falou sobre o papel da biblioteca e da Igreja na promoção do diálogo, conforme demonstrado pela nova exposição.

“Essa exposição, entre outras coisas, ao reunir uma biblioteca secular e artistas contemporâneos, afirma exatamente isso: as gerações estão interligadas. Não vamos fingir ser só homens e mulheres, porque já estamos na companhia de todas as gerações, e a elas devemos muito”, disse Pagazzi à EWTN News na inauguração.

A exposição apresenta arte contemporânea, inclusive uma enorme instalação artística inspirada na icônica gravura em madeira de Gustave Doré, de 1866, sobre o Grande Dilúvio, uma coleção de contos culinários do chef italiano Fulvio Pierangelini e obras de arte marinhas do tipógrafo americano Bill Moran, além de peças das coleções permanentes do Vaticano, como livros de receitas históricos de várias partes do mundo com foco em frutos do mar.

O papa também encorajou todos os presentes, em particular os funcionários da Biblioteca Vaticana, a “continuarem buscando novos caminhos para a reconciliação”.

J.R., artista francês que criou a instalação de uma onda do oceano na parte externa da biblioteca, falou sobre seu papel como construtor de pontes.

“Bem, sabe, como artista, meu papel é criar pontes, e por isso me sinto no meu lugar, onde preciso estar trabalhando, mesmo que seja bastante intimidante trabalhar num lugar como o Vaticano”, disse J.R. à EWTN News.

Mais espaço na Biblioteca Vaticana

Num documento divulgado no mesmo dia, Leão XIV decretou a construção de um edifício na Cidade do Vaticano para abrigar a crescente coleção de manuscritos da Biblioteca Vaticana. Ele disse que o espaço de armazenamento atual era insuficiente, citando a transferência, pelo papa Francisco, de parte da biblioteca para o edifício do Pontifício Seminário Maior Romano, próximo à basílica de São João de Latrão, em Roma, em 2024.

“Surgiram oportunidades sem precedentes para a criação de novas instalações no território do Estado da Cidade do Vaticano, que são, sem dúvida, preferíveis, por uma série de razões, à solução que havia sido identificada anteriormente”, escreveu Leão XIV. O novo edifício ficará numa área atualmente reservada para o estacionamento de veículos de serviço.

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