Ouça a Rádio Coração Ao Vivo

Pastoral carcerária nacional quer impedir fim do serviço presencial da assistência religiosa nos presídios proposta pelo Depen

- Publicidade -

21/06/2021 07h36

Pastoral carcerária nacional quer impedir fim do serviço presencial da assistência religiosa nos presídios proposta pelo Depen

A decisão do órgão é considerada uma lesa ao direito de assistência religiosa e também pode comprometer o que está estabelecido no Acordo Brasil-Santa Sé. A proposta da carta foi apresentada aos bispos na última quarta-feira, 16 de junho, durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB.

CNBB

A Pastoral Carcerária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), deu início ao recolhimento de assinaturas numa carta aberta em repúdio à proposta do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão vinculado ao Ministério da Segurança Pública de substituir a assistência religiosa presencial por “sistemas fechados de áudio na forma de rádios ecumênicas”.

A decisão do órgão é considerada uma lesa ao direito de assistência religiosa e também pode comprometer o que está estabelecido no Acordo Brasil-Santa Sé. A proposta da carta foi apresentada aos bispos na última quarta-feira, 16 de junho, durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB.

“A assistência da Pastoral Carcerária é bem especifica, além de ser esse encontro pessoal é também essa voz daqueles que estão nos cárceres”, pontou o bispo de Brejo (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora, dom José Valdeci Santos Mendes.

Até esta sexta-feira, 18 de junho, segundo a pastoral, mais de 850 de entidades e pessoas já assinaram a carta que será divulgada na semana que vem, junto com as articulações.

De acordo com a Pastoral, a presença física de representantes religiosos e religiosas é fundamental para a efetivação dos dogmas estabelecidos em seus livros e rituais sagrados e afirma que essa substituição “ataca a existência e a missão de qualquer religião no interior dos presídios”.

A coordenadora nacional da Pastoral Carcerária, irmã Petra Silvia Pfaller, ressalta que a grande preocupação com essa substituição é não ter mais o acesso a pessoa presa.

“O receio que nós temos é que não teremos mais contato físico, presencial com a pessoa presa. A Pastoral Carcerária é uma pastoral de escuta, de diálogo. Não é uma pastoral que faz pregação via rádio”, disse.

Ainda durante a reunião do Conselho Permanente, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, afirmou que levará o tema para o Observatório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário, do qual a CNBB faz parte junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

Pastoral carcerária nacional quer impedir fim do serviço presencial da assistência religiosa nos presídios proposta pelo Depen

Dom José Valdeci Santos Mendes. Foto: CNBB

Irmã Petra Silvia Pfaller

Leia também

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade-
Fale com a Rádio Olá! Selecione um contato.