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Jesus vem para conduzir-nos pelos caminhos direitos e não para roubar a nossa vida e liberdade, diz Leão XIV

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O papa Leão XIV disse hoje (26), durante a recitação do Regina Caeli, que “Jesus não vem, como um ladrão, roubar a nossa vida e a nossa liberdade, mas conduzir-nos pelos caminhos direitos”.  

Em sua reflexão antes da oração mariana, o papa recordou que o Evangelho de hoje, “convida-nos a confiar no Senhor” que “não vem para nos roubar nada.

“Pelo contrário”, disse o papa, Jesus “é o Bom Pastor, que multiplica a vida e no-la oferece em abundância”.

Jesus “não vem sequestrar ou enganar a nossa consciência, mas iluminá-la com a luz da sua sabedoria. Não vem corromper as nossas alegrias terrenas, mas abri-las a uma felicidade mais plena e duradoura”, destacou Leão XIV.

O papa explicou que a diferença entre Cristo e quem age como um ladrão é “evidente”: “O pastor tem uma ligação especial com as suas ovelhas e, por isso, pode entrar pela porta do redil; se, pelo contrário, alguém precisa de transpor a cerca, então é certamente um ladrão que quer roubar as ovelhas”.

“Jesus diz-nos que está ligado a nós por uma relação de amizade: Ele conhece-nos, chama-nos pelo nome, guia-nos e, tal como o pastor faz com as suas ovelhas, vem à nossa procura quando nos perdemos e trata das nossas feridas quando estamos doentes”, continuou Leão XIV.

O papa ainda disse que aqueles que confiam em Jesus “não tem nada a temer” e exortou os fiéis a uma vigilância interior.

“Irmãos e irmãs, somos convidados a refletir e, sobretudo, a vigiar o redil do nosso coração e da nossa vida, porque quem nele entrar pode multiplicar a alegria ou, como um ladrão, pode roubá-la”, impeliu o papa.

Ladrões que ‘sufocam’ a liberdade

Ainda em sua reflexão, o papa alertou que os “ladrões” podem ter muitos rostos.

Eles “são aqueles que, apesar das aparências, sufocam a liberdade ou não respeitam a nossa dignidade; são convicções e preconceitos que nos impedem de ter um olhar sereno sobre os outros e sobre a vida; são ideias erradas que podem levar-nos a escolhas negativas; são estilos de vida superficiais ou marcados pelo consumismo, que nos esvaziam interiormente e nos levam a viver sempre à margem de nós mesmos”, explicou.

O papa também chamou a atenção para aqueles que causam graves danos à humanidade “saqueando os recursos da terra, combatendo guerras sangrentas ou alimentando o mal nas suas diversas formas”.

Eles “não fazem mais do que roubar a todos a possibilidade de um futuro de paz e tranquilidade”, continuou Leão XIV.

No final, o papa propôs uma reflexão pessoal por meio de algumas perguntas.

“Podemos perguntar-nos: Quem queremos que guie a nossa vida? Quais são os “ladrões” que tentaram entrar no nosso redil? Conseguiram-no, ou fomos capazes de os afastar?”, interpelou Leão XIV.

Uso da energia atômica ‘ao serviço da vida e da paz’

Depois do Regina Caeli, Leão XIV recordou o 40º aniversário do trágico acidente de Chernobyl, que segundo ele, “marcou a consciência da humanidade”.

“Este acidente continua a ser um aviso sobre os riscos inerentes ao uso de tecnologias cada vez mais poderosas. Confiamos à misericórdia de Deus as vítimas e todos aqueles que ainda sofrem as suas consequências”, disse o papa.

Ao final, o papa pediu que, “a todos os níveis de decisão, prevaleçam sempre o discernimento e a responsabilidade, para que qualquer utilização da energia atômica esteja ao serviço da vida e da paz”.

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