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Leão XIV fala sobre o papa Francisco um ano depois da morte do papa argentino

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O papa Leão XIV chegou na terça-feira (21) à Guiné Equatorial, dando início à última etapa de sua viagem à África depois de um voo de cerca de 2h30 horas partindo de Luanda, Angola.

Falando em italiano a repórteres a bordo do voo papal, Leão XIV marcou o primeiro aniversário da morte do papa Francisco com uma homenagem ao seu antecessor, falando sobre seu testemunho, sua solidariedade com os pobres e sofredores e seus apelos à misericórdia e à fraternidade.

“Gostaria de recordar, neste primeiro aniversário da sua morte, o Papa Francisco, que deixou e doou muito à Igreja com a sua vida, o seu testemunho, as suas palavras e os seus gestos”, disse o papa.

Leão XIV disse que Francisco contribuiu muito para a Igreja ao vivendo “perto aos mais pobres, aos pequeninos, aos doentes, às crianças, aos idosos”, e pelo exemplo de sua vida e pregação.

O papa falou também sobre a ênfase dada por Francisco à fraternidade universal, dizendo que ele buscou promover o respeito genuíno por cada homem e mulher e fomentar um espírito de irmandade enraizado no Evangelho.

Ele falou também sobre a mensagem de misericórdia de Francisco, desde seu primeiro Ângelus até a missa de 17 de março de 2013, antes da inauguração formal de seu pontificado, quando o papa argentino pregou sobre a mulher flagrada em adultério e falou “de coração” sobre a misericórdia de Deus.

Leão XIV disse que Francisco dividiu com toda a Igreja a mensagem do amor, do perdão e da misericórdia de Deus, citou particularmente o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, celebrado em 2016, como parte desse legado.

“Rezemos para que ele esteja desfrutando da misericórdia do Senhor e demos graças ao Senhor pelo grande dom que foi a vida de Francisco para toda a Igreja e para o mundo inteiro”, disse o papa.

Em seguida, Leão XIV respondeu a perguntas de jornalistas sobre a Igreja em Angola, país que acabara de visitar.

Respondendo sobre a cooperação entre Igreja e Estado, o papa disse que ambos podem trabalhar juntos para o bem do povo, mantendo, contudo, papéis distintos. Ele disse ter falado sobre saúde e educação com o presidente de Angola, inclusive sobre modos de aprimorar os serviços públicos e expandir hospitais e outras instituições.

Ele disse que a Igreja também tem o dever de defender os direitos de todas as pessoas por meio de seu testemunho e pregação.

Respondendo sobre se Angola poderia um dia receber um cardeal, Leão XIV disse que nenhuma decisão havia sido tomada sobre a criação de novos cardeais e que a questão teria que ser considerada num contexto global mais amplo. Ainda assim, o papa disse que tal possibilidade poderia ser considerada no futuro.

Sobre a possibilidade de criação de novas dioceses em Angola, Leão XIV disse que o crescimento da Igreja naquele país era encorajador e ressaltava a necessidade de evangelização contínua. Ele disse que os bispos locais, em conjunto com o núncio apostólico, poderiam ajudar a determinar onde novas dioceses seriam necessárias, para que os pastores pudessem estar mais próximos dos fiéis.

A Guiné Equatorial é a última parada da viagem africana de Leão XIV, que também teve paradas Argélia, Camarões e Angola.

O primeiro compromisso agendado do papa no país foi um discurso ao presidente e às autoridades civis de Guiné Equatorial no Palácio Presidencial. Ele também visitará um campus universitário que leva seu nome, onde discursará para representantes do mundo cultural, e para o hospital psiquiátrico Jean Pierre Olie e para os bispos do país.

Amanhã (22), Leão XIV tem agendada uma viagem a Mongomo para celebrar a missa na basílica da Imaculada Conceição e visitar a Escola Tecnológica Papa Francisco, que leva o nome de seu antecessor. Depois, ele viajará para Bata, a capital política do país.

Em Bata, espera-se que o papa visite uma prisão, reze num memorial para as vítimas da explosão de um depósito de armas em 7 de março de 2021, que matou 20 pessoas e feriu cerca de 500, e se encontre com jovens e famílias.

O papa deverá concluir a viagem na quinta-feira (23) com uma missa final antes de voltar a Roma.

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