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“O valor fundamental da vida cristã” é “o perdão”, disse o papa Leão XIV ao comentar o Evangelho de hoje (13). Segundo o papa, Jesus ensinou esse valor e “testemunhou-o até à cruz, onde rezou ao Pai pelos seus perseguidores”.
Leão XIV também destacou que “Jesus lembra-nos que a dádiva e o perdão estão na base da nossa existência”, pois “tudo nos é dado por Deus num ato de puro amor, e nenhum de nós pode dizer-se perfeito na forma como responde a tanta bondade”.
“Por isso, a gratuidade – que é a fonte da nossa própria vida – é também a melhor regra para a nossa convivência”, disse o papa durante o Ângelus deste domingo.
Leão XIV também ressaltou que “o perdão” é uma condição “indispensável” para construir a paz.
“Se faltar, não se pode viver em paz: mais cedo ou mais tarde, no coração e entre as pessoas, surgem conflitos, acusações, rancores e vinganças que destroem as relações, dividem as famílias e desencadeiam guerras”, disse
Segundo o papa, “só o perdão liberta e traz de volta a luz, mesmo ali onde a pobreza material e moral do homem, por um momento, tornou o horizonte sombrio e o caminho incerto”.
“O perdão” é “como um vento favorável” que “afasta até as nuvens mais densas, até que o sol volte a brilhar”, disse.
O papa recordou ainda a experiência “particular” que Pedro teve “quando, depois de ter negado e abandonado Jesus durante a Paixão”, o encontrou “ressuscitado, à beira do lago” e ouviu-Lhe dizer: “Simão […], tu amas-me?”, acompanhada do convite: “Segue-me!”.
Foi “tal como no início, no dia do seu primeiro encontro, como se quase nada tivesse acontecido”, disse o papa. “E esta caridade, que esquece e cura, marcará, para o primeiro dos apóstolos, a confirmação da sua missão”.
“Peçamos, então, à Virgem Maria, Mãe da Misericórdia, que nos ajude a perdoar sempre, mesmo quando é difícil dar o primeiro passo, e a difundir, com coragem e perseverança, a luz serena e curativa do amor que vence o ódio e desarma todo o rancor”, conclui o papa.





