Ouça a Rádio Coração Ao Vivo

Leão XIV diz que madre Cabrini é modelo para a Igreja sobre migrantes

- Publicidade -

Acidigital

O papa Leão XIV homenageou no último sábado (20) santa Francisca Xavier Cabrini, a primeira cidadã dos EUA canonizada como santa, apresentando-a como um modelo de como a Igreja deve responder aos migrantes hoje.

Antes de voltar ao Vaticano depois de uma visita de um dia à cidade de Pavia, no norte da Itália, o papa viajou para Sant’Angelo Lodigiano, na diocese de Lodi, lugar de nascimento de Cabrini, missionária italiana que se tornou defensora dos imigrantes nos EUA no início do século passado.

Cabrini morreu em Chicago, EUA, em 1917 — a mesma cidade onde nasceu o papa Leão XIV. Ela foi beatificada pelo papa Pio XI em 1938 e canonizada pelo papa venerável Pio XII em 1946.

Recebido por cerca de 5 mil fiéis, o papa Leão XIV visitou a paróquia de Santo Antônio Abade e Santa Francisca Cabrini para adoração ao Santíssimo Sacramento e veneração do coração de santa Francisca Xavier Cabrini.

“Quando soube que Sant’Angelo Lodigiano fica a poucos quilômetros de Pavia”, disse o papa Leão XIV, “pensei que deveria aproveitar a oportunidade, e aqui estou”.

O papa disse que madre Cabrini, seguindo a orientação do papa Leão XIII e de são João Batista Scalabrini, “interpretou os sinais dos tempos” e compreendeu que seu sonho de ir para a China, à imitação de são Francisco Xavier, deveria ser realizado onde a necessidade fosse maior.

“Hoje, esse sinal, ou seja, o fenômeno migratório, tinha entrado em uma fase diferente, certamente mais complexa, mas não menos capaz de desafiar a Igreja”, disse ele.

O papa Leão XIII perguntou o que diria à alma missionária de Cabrini se ela estivesse viva hoje.

“Quanto a mim, herdei e dei continuidade ao magistério do papa Francisco com a exortação apostólica Dilexi te, sobre o amor aos pobres”, disse ele. “E onde se fala da caridade no modo de acompanhar os migrantes, sobressai, precisamente ao lado de são João Batista Scalabrini, a figura de santa Francisca Xavier Cabrini. «O seu coração materno, irrequieto, ia ao encontro deles — dos emigrantes — em todas as partes: nos casebres, nos cárceres, nas minas» (Dilexi te n. 74)”.

O papa também incentivou os jovens a aprender mais sobre Madre Cabrini, dizendo que aqueles que a conhecem “ficam conquistados por ela”.

“A sua alma era contemplativa e ao mesmo tempo ativa”, disse o papa Leão XIV. “Vivia imersa no amor do Coração de Cristo e isto conferia-lhe uma capacidade de trabalho e uma força de espírito extraordinárias”.

Em sua saudação ao papa, o bispo de Lodi, Itália,Maurizio Malvestiti, elogiou o que chamou de união “original e altamente fecunda” de contemplação e caridade social de madre Cabrini.

Ele disse que ambas as dimensões eram “avassaladoras e visionárias numa leitura evangélica dos tempos e das novas realidades”, marcadas por “intuições ecumênicas e inter-religiosas” que testemunham que “ninguém é um estranho na história: todos somos chamados à fraternidade na justiça e na paz”.

A parada em Sant’Angelo Lodigiano foi a etapa final da breve, porém intensa, visita do papa Leão XIV à Lombardia.

Leia também

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade-
Fale com a Rádio Olá! Selecione um contato.