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Assembleias reforçam colegialidade entre os pastores e definem linhas de atuação no país

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03/09/2020 09h20

Assembleias reforçam colegialidade entre os pastores e definem linhas de atuação no país

Desde 2011, os encontros acontecem no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP), e reúnem cardeais, arcebispos, bispos diocesanos e auxiliares, coadjutores, além dos bispos eméritos e representantes de organismos e pastorais da Igreja que são convidados.

CNBB

A revista Bote Fé, uma produção da Assessoria de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com a Edições CNBB, trouxe uma matéria especial sobre as Assembleias Gerais da Conferência. Desde 2011, os encontros acontecem no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP), e reúnem cardeais, arcebispos, bispos diocesanos e auxiliares, coadjutores, além dos bispos eméritos e representantes de organismos e pastorais da Igreja que são convidados.

Segundo o Estatuto Canônico e o Regimento da CNBB, a Assembleia Geral é o “órgão supremo da CNBB, expressão e realização maior do afeto colegial, da comunhão e corresponsabilidade dos Pastores da Igreja no Brasil”, e tem a finalidade de realizar os “objetivos da CNBB, para o bem do povo de Deus” (art. 27). E, para fazer “crescer a comunhão e a participação” (art. 28). Sobre os assuntos abordados nela, o Documento indica que “a Assembleia Geral trata de assuntos pastorais de ordem espiritual e de ordem temporal e os problemas emergentes da vida das pessoas e da sociedade, sempre na perspectiva da evangelização” (art. 29).

O regimento atribui ainda ao Conselho Permanente, órgão de orientação e acompanhamento da atuação da CNBB e dos organismos a ela vinculados, a incumbência de “determinar a pauta para a Assembleia Geral” (art. 90). Em 2018, por exemplo, a 56ª Assembleia Geral trouxe como tema central ”Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil”. Realizada em Aparecida (SP), de 10 a 20 de abril de 2018, seu texto do tema central percorreu um longo caminho.

Tomando como base a  Ratio Fundamentalis Instituitionis Sacerdotalis, documento considerado pela equipe que cuidou do texto central e que dá indicações claras e vinculantes para a formação de seminaristas e do clero, o futuro padre deve ser acompanhado nas quatro dimensões que interagem simultaneamente no processo formativo e na vida dos ministros ordenados: humana, espiritual, intelectual e pastoral.

O arcebispo de Porto Alegre (RS) e atual vice-presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, foi um dos responsáveis pela elaboração do texto das Diretrizes Nacionais. Ele conta que o novo presbítero, a ser buscado pela Igreja no Brasil, tem as seguintes características: “Homens verdadeiramente apaixonados pelo Evangelho do crucificado/ressuscitado, homens entusiasmados pela proposta do Reino e por isso capazes de se lançar generosamente no trabalho apostólico”, afirma. O texto brasileiro, após a aprovação da 56ª Assembleia, seguiu para a Congregação para o Clero do Vaticano para ser referendado. Após a aprovação de Roma, se tornou um documento, de número 110 da CNBB, e hoje orienta a formação de novos presbíteros no Brasil.

57ª AGCNBB

  • Documento publicado pela Editora CNBB

Em 2019 aconteceu a 57ª Assembleia Geral (AG) dos Bispos do Brasil de 1º a 10 de maio de 2019, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida do Santuário Nacional de Aparecida (SP). Na ocasião, a AG teve a tarefa central de atualizar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) da Igreja no Brasil para o quadriênio 2019 a 2023. Estruturadas a partir da concepção da Igreja como “Comunidade Eclesial Missionária”, as Diretrizes aprovadas convidam todas as comunidades de fé a abraçarem e vivenciarem a missão como escola de santidade. 

Na apresentação da publicação, a presidência da CNBB ressalta que as diretrizes são o caminho encontrado para responder aos desafios do Brasil, “um país que, na segunda década deste século XXI, experimenta grandes transformações em todos os sentidos”. A introdução da publicação defende que as diretrizes constituem uma das expressões mais significativas da colegialidade e da missionariedade da Igreja no Brasil.

58ª AGCNBB

A 58ª Assembleia Geral da CNBB foi adiada para abril de 2021, devido a pandemia. Até agora uma pergunta orienta as reflexões em torno do tema central: como fazer para que a palavra de Deus seja o fundamento da vida das comunidades eclesiais missionárias? O arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, já ressaltou que a ideia é produzir um documento não muito extenso, mas com orientações para efetivar a centralidade da Bíblia e que aponte para uma verdadeira cultura da Palavra de Deus na vida comunitária e individual.

Dom Joel Amado, secretário-geral da CNBB, afirma que a proposta do tema não é fazer um estudo teórico, pois para a Igreja, a teoria já está muito clara. “Não dá para ser cristão sem a Palavra de Deus. O problema é o como!”, disse. Ao longo desses dois mil anos, segundo dom Joel, a Igreja sempre se alimentou da Palavra de Deus, seja na liturgia, nas reuniões comunitárias, nos grupos, na vida pessoal, só que de acordo com ele, o mundo mudou e é preciso encontrar outros modos para que a Palavra cumpra a função dela.

Por isso, a ideia é que na 58ª Assembleia Geral seja produzido um documento com ajuda para as dioceses levarem adiante a animação bíblica da vida e da pastoral. Entre as perguntas que o Documento buscará responder está a questão dos problemas enfrentados hoje quando se lida com a Palavra de Deus; como a Leitura Orante pode ser utilizada na vida pessoal e comunitária, entre outras. “Nossa proposta é que seja um material pequeno, de linguagem, conteúdo e custo acessível”, finaliza dom Joel.

Assembleias reforçam colegialidade entre os pastores e definem linhas de atuação no país

Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeira, em Aparecida (SP)

Bispos reunidos na 56ª Assembleia Geral da CNBB

Documento publicado pela Editora CNBB

Dom Joel Portella Amado, secretário-geral da CNBB

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