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Prefeito de BH critica igreja por receber fiéis para a Comunhão no domingo

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23/03/2021 07h33

Prefeito de BH critica igreja por receber fiéis para a Comunhão no domingo

Arquidiocese de Belo Horizonte afirmou por meio de nota que após o pedido da prefeitura para que as igrejas não recebam fiéis, “imediatamente, a Cúria Metropolitana orientou os padres a acolherem o pedido do poder público”. Mas, ressaltou que “os templos podem permanecer abertos para orações individuais”.

Agência Brasil

O prefeito de Belo Horizonte (MG), Alexandre Kalil, criticou a igreja de São Sebastião, na capital mineira, por acolher fiéis no domingo, 21 de março, para receber a Comunhão.

“Enquanto os evangélicos estão em colaboração máxima, a Igreja de São Sebastião fez isso…”, postou Kalil em seu Twitter, com o link de uma matéria sobre a presença dos fiéis na igreja.

O templo, com capacidade para mil pessoas, acolheu cerca de 100 fiéis no momento da Comunhão. O pároco de São Sebastião, Pe. José Cândido, explicou ao site ‘Estado de Minas’ que celebrou a Missa das 11h de domingo sem a presença de fiéis. Entretanto, “muitas pessoas, como vem ocorrendo desde o início do decreto, ficam do lado de fora assistindo à celebração pelo celular”.

Segundo ele, “uma porta lateral estava aberta e elas entraram por ali. Eu não teria coragem de mandá-las embora. Então, distribuímos a comunhão”, declarou.

Segundo decreto da prefeitura de Belo Horizonte, estão “suspensos cultos, missas e demais atividades religiosas de caráter coletivo, sendo permitido que os espaços religiosos fiquem abertos, desde que adotadas as medidas de prevenção ao contágio e contenção da propagação da covid-19 estabelecidas pelas autoridades de saúde”.

A Arquidiocese de Belo Horizonte afirmou por meio de nota que após o pedido da prefeitura para que as igrejas não recebam fiéis, “imediatamente, a Cúria Metropolitana orientou os padres a acolherem o pedido do poder público”. Mas, ressaltou que “os templos podem permanecer abertos para orações individuais”.

“Importante lembrar que a Arquidiocese de Belo Horizonte, ainda em 2020, publicou diretrizes para o enfrentamento da Covid-19 – o documento Evangelização Missionária: um novo tempo. Entre as diretrizes, está a orientação para que as comunidades de fé respeitem e cooperem com as autoridades de saúde, pois o enfrentamento da pandemia exige a união de todos”, acrescentou.

Ao site ‘O Tempo’, Pe. Cândido afirmou que não havia pessoas na Igreja durante a Missa. Mas, “como a própria norma da Arquidiocese permitia que se oferecesse assistência religiosa, comunhão durante o dia e que a igreja ficasse aberta”, observou que as pessoas estavam se aglomerando em espaços menores. “Já a igreja é ampla, por isso preferimos abrir, discretamente, sem falar, sem divulgar, para as pessoas que estavam aglomeradas”, relatou.

“Nós sabemos que o povo está muito angustiado, que a oferta da Eucaristia, da Palavra de Deus é conforto, é esperança, e isso ajuda a gente a passar esse momento, esse é o nosso serviço e fui ordenado padre para isso”, sublinhou o pároco.

Após a reclamação do Prefeito, Pe. José Cândido afirmou ao ‘Estado de Minas’ que irá “manter a igreja fechada o tempo todo da Missa e distribuir a comunhão aos fiéis, nos carros que estiverem estacionados no entorno da igreja”.

Embora decreto municipal de Belo Horizonte determine a suspensão de Missas com a presença de fiéis, o plano Minas Consciente – de contingência a Covid-19 do estado de Minas Gerais – permite a realização de celebrações Eucarísticas públicas, mesmo na chamada “onda roxa”, a mais restritiva e na qual o estado se encontra atualmente.

Em nota, o governo do estado esclareceu que “o livre exercício de culto religioso é garantido constitucionalmente”. Mas, ressaltou que, “considerado o momento de cautela que Minas Gerais enfrenta, é imprescindível que qualquer atividade seja desempenhada com os cuidados necessários para evitar a propagação do vírus, como o uso de máscara, distanciamento social, número restrito de pessoas e medidas de higiene.

“Assim sendo, esclarecemos que, devido ao amparo da Constituição, os cultos religiosos estão permitidos em Minas Gerais, seguindo todas as recomendações acima citadas”, acrescenta.

Igreja de São Sebastião, em Belo Horizonte / Foto: Facebook Igreja São Sebastião

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