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Deus é ‘compaixão, proximidade, ternura e solidariedade’, diz papa

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O papa Leão XIV exortou as pessoas a superar o “medo da doença e da morte” através da fé em Cristo e disse que essas experiências podem ajudar as pessoas a “discernir na sua própria vida o que não é essencial para se voltar ou retornar ao Senhor”.

“À luz da fé, sabemos, ao contrário, que a dor e a doença podem tornar a pessoa mais sábia e madura, ajudando-a a discernir na sua própria vida o que não é essencial para se voltar ou retornar ao Senhor”, disse Leão XIV, dizendo que essa visão de fé é extraída da Sagrada Escritura e da Tradição da Igreja.

O papa fez essas considerações na mensagem enviada por ocasião da sessão plenária da Pontifícia Comissão Bíblica, intitulada Uma exegese Sensível ao Drama dos que Sofrem, que começa hoje (13) e termina na sexta-feira (17).

“Confortados pela fé em Cristo, podemos então superar o medo da doença e da morte, tornando-nos mais conscientes da nossa fragilidade à luz da Sua Paixão, Morte e Ressurreição”, disse Leão XIV. “Em Cristo, de fato, o sofrimento e a doença deixam de ser o destino cruel ao qual devemos nos curvar sem compreender. Com Jesus, a dor se transforma em amor, redenção e auxílio fraterno. Acolhamos, portanto, Cristo em nossas vidas: Ele é o único médico que pode curar para sempre as doenças da alma”.

Cristo se identifica com aqueles que sofrem

O papa citou algumas passagens do Evangelho em que se manifesta a compaixão de Jesus pelos necessitados e pelos enfermos, como quando o Senhor se compadece de um leproso que pede para ser curado, ou dos dois cegos que lhe imploram para que lhes devolva a visão, e ele os cura.

“A compaixão de Cristo por todos os que sofrem é tão profunda que Ele próprio se identifica com eles”, disse Leão XIV, dizendo que Jesus “ordenou aos seus discípulos que cuidassem dos doentes, impusessem as mãos sobre eles e os abençoassem em Seu Nome”.

“Através da experiência da fragilidade e da doença, nós também podemos e devemos aprender a caminhar juntos, em solidariedade humana e cristã, segundo o estilo de Deus, que é compaixão, proximidade, ternura e solidariedade”, disse ele.

Em sua carta, assinada em 27 de março e publicada hoje, quando o papa iniciou sua viagem de 11 dias pela África, ele disse que a natureza do ser humano “carrega em si também a realidade dos limites e da finitude”.

“Por que a doença? Por que o sofrimento? Por que a morte? Diante dessas perguntas, até mesmo os crentes às vezes hesitam, experimentando perplexidade e até desespero e rebeldia contra Deus”, escreveu Leão XIV aos teólogos reunidos, a quais exortou a iluminar os aspectos mais difíceis da vida à luz das Sagradas Escrituras.

Sobre isso, o papa exortou os especialistas a considerarem, nas suas obras exegéticas, para além da doença, da dor física e da morte, “também os sofrimentos dos pobres, dos migrantes e dos mais desfavorecidos da sociedade, presentes em tantas páginas das Sagradas Escrituras”.

Por fim, ele apoiou a iniciativa da Pontifícia Comissão Bíblica de analisar várias figuras de personagens bíblicos que sofrem. “Juntos, eles certamente se tornarão um belo símbolo de esperança para todos aqueles que unem seus sofrimentos ao Cristo crucificado, renovando a manifestação de seu rosto de amor”, concluiu.

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