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A fraternidade e a paz são o nosso destino, diz Leão XIV

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“Amando-nos uns aos outros como Jesus nos amou”, os cristãos antecipam o céu na terra e mostram ao mundo que “a fraternidade e a paz são o nosso destino”, disse o papa Leão XIV na oração do Regina Coeli de hoje (3), a oração que substitui o Ângelus durante o Tempo Pascal.

“De fato, no amor, em meio a uma multidão de irmãos e irmãs, cada um descobre que é único”, continuou.

O papa recordou que, como na Igreja primitiva, durante o Tempo Pascal os fiéis ouvem novamente as palavras de Jesus à luz de sua paixão, morte e ressurreição. “O que antes escapava aos discípulos ou lhes causava perturbação, agora ressurge na memória, aquece o coração e dá esperança”, disse.

Leão XIV comentou o evangelho proclamado hoje, que introduz os fiéis ao diálogo de Jesus com os apóstolos durante a Última Ceia, quando ele lhes diz: “Quando Eu tiver ido e vos tiver preparado lugar, virei novamente e hei de levar-vos para junto de mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também” (Jo 14, 3).

Segundo Leão XIV, esta promessa “nos conecta desde já no mistério da sua ressurreição”, e, nesse sentido, disse que os apóstolos descobrem que “em Deus há lugar para cada um”.

Ele recordou que dois deles já haviam experimentado isso em seu primeiro encontro com Jesus às margens do Jordão, quando o Senhor os convidou a ficar em sua casa naquela tarde: “Também agora, diante da morte, Jesus fala de uma casa, desta vez muito grande: é a casa do seu Pai e do nosso Pai, onde há lugar para todos”.

O papa descreveu Cristo como o servo que prepara os aposentos, “para que cada irmão e irmã, ao chegar, encontre o seu pronto e se sinta desde sempre esperado e finalmente encontrado”.

Leão XIV refletiu sobre o mundo atual, marcado, segundo ele, pela lógica do privilégio e da exclusividade. “No mundo antigo em que ainda caminhamos, chamam a atenção os lugares exclusivos, as experiências ao alcance de poucos, o privilégio de entrar onde ninguém mais pode”, disse.

Diante disso, no mundo novo, “o Ressuscitado nos leva” e “aquilo que tem maior valor está ao alcance de todos”, continuou. “Aquilo que está acessível a todos agora gera alegria: a gratidão substitui a competição; a acolhida apaga a exclusão; a abundância já não implica desigualdade”.

Nesse horizonte, ninguém se confunde com o outro nem fica perdido. “A morte ameaça apagar o nome e a memória, mas em Deus cada um é finalmente ele mesmo”, disse.

Segundo o papa, a fé liberta o coração “da ansiedade de obter e de possuir, do engano de perseguir um lugar de prestígio para valer alguma coisa. Cada um tem já um valor infinito no mistério de Deus, que é a verdadeira realidade”, continuou.

“Peçamos, então, a Maria Santíssima, Mãe da Igreja, para que cada comunidade cristã seja uma casa aberta a todos e atenta a cada um, concluiu.

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