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O papa Leão XIV pediu aos jovens que mantenham o “ardor missionário”, em uma mensagem de vídeo ao Festival Halleluya, promovido pela Comunidade Católica Shalom, em Fortaleza (CE), de 22 a 26 de julho. Ele os incentivou seguir o exemplo de são Carlo Acutis, no uso das redes sociais e da inteligência artificial.
“Inspiremo-nos no exemplo de são Carlo Acutis: ele mostra como manter Cristo sempre no centro, inclusive no uso da tecnologia. Tomando-o como referência, aconselho-vos a utilizar bem as redes sociais e a inteligência artificial, usando de forma moderada e disciplinada estes instrumentos, pois eles podem lançar-nos em um mundo irreal, no qual o efêmero, a mera aparência e o engano acabam ocupando o lugar dos verdadeiros valores e do que realmente importa”, disse.
A mensagem de Leão XIV foi exibida ao público presente no Halleluya, no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU), em Fortaleza, na noite de sábado (25). Falando em português, o papa manifestou sua “alegria” em participar do evento, “mesmo se a distância”.
O Festival Halleluya acontece há 29 anos, promovido pela Comunidade Shalom. É, segundo os organizadores, um dos maiores festivais de música católica da América Latina. Com entrada gratuita, o festival reúne anualmente mais de 1 milhão de pessoas em cinco dias de programação, que inclui shows, missas, adoração, espaços para confissão, aconselhamento. Neste ano, contou com a presença de nomes como frei Gilson Azevedo, padre Marcelo Rossio, padre Fábio de Melo, Irmã Kelly Patrícia, Missionário Shalom, Colo de Deus e outros.
Em sua mensagem, Leão XIV disse que essa iniciativa “tem tocado os corações de tantas pessoas, dando bons frutos de evangelização: confissões, conversões, vocações sacerdotais e religiosas”.
“Hoje, gostaria de dizer novamente como é bom estar com os jovens”, disse o papa. Segundo ele, o “entusiasmo” dos jovens “desperta em todos” um “renovado ardor missionário”. Leão XIV disse que em suas últimas viagens e no Jubileu dos Jovens pôde constatar o “vigor missionários” dos jovens, que, segundo ele, é “indispensável para transformar este mundo, que tanto precisa do Evangelho”.” Nunca percais este ardor missionário”, exortou.
Leão XIV disse que “esse fervor” que Deus espera “de todos os batizados no anúncio da Boa-Nova”. Segundo ele, ainda há nos dias de hoje “muita gente que precisa saber que é Jesus quem responde aos seus anseios mais profundos”. Por isso, incentivou os jovens a proclamar “com coragem que uma vida sem Cristo é uma vida sem graça”.
O papa, porém, admitiu que, “o entusiasmo” experimentado durante o Festival Halleluya pode diminuir com o passar do tempo. Por isso, aconselhou os jovens a permanecerem “na presença de Deus, através da oração”, para poder “manter acesa a chama da fé e testemunhar a Ressurreição aos nossos amigos e àqueles que encontramos”.
“Uma autêntica relação com o Senhor exige constância, perseverança e a firme certeza de que o Pai do Céu jamais nos abandona, antes pelo contrário, vem ao nosso encontro no seu Filho”, disse.
Por fim, o papa pediu aos jovens que deixem “que o Espírito Sant reacenda” neles “um amor maior, capaz de transformar” a juventude deles “em força evangelizadora”, tornando-os “uma pedra viva na edificação da ‘cidade da paz’ que tanto almejamos”. “Cidade da Paz” é o nome dado à arena do Festival Halleluya, que reúne espaços dedicados à música, oração, esporte, promoção humana e convivência.
Resposta ao papa
Ao final da mensagem do papa Leão XIV, o público do Halleluya respondeu com aplausos, cânticos e manifestações de carinho dirigidas ao papa.
A Comunidade Shalom disse que, “em gesto de gratidão” pela “proximidade” do papa e pela “atenção ao evento”, enviará a Leão XIV um vídeo de agradecimento, gravado na Arena Halleluya, expressando o carinho e a comunhão dos participantes.
Para o fundador e moderador geral da Comunidade Shalom, Moysés Azevedo, “a mensagem do papa é tão rica que ela deve ser estudada e aprofundada”. Foram “mais de cinco minutos” em que o papa “pôde elencar alguns pontos importantes do seu magistério e da proximidade e do carinho para os jovens”, disse Moysés.
Leão XIV “nos deu os elementos fundamentais que nos ajudam a perseverar”, disse Moysés, citando “a necessidade dos sacramentos,”, de “perseverarmos na missão, na evangelização”. “E nos renovou mais uma vez o chamado à vida de oração”.
“O papa também nos deu, podemos dizer assim, um encorajamento, uma confirmação da nossa missão e um encorajamento para a evangelização”, acrescentou. O fundador da Shalom agradeceu ao papa pela mensagem e, ao mesmo tempo, ressaltou que é preciso agora “procurar dar respostas sinceras, verdadeiras”, porque, “a quem muito foi dado, também muito será pedido”.
“Acolhamos esta graça e respondamos a ela com a responsabilidade de uma oferta de vida ainda mais profunda, de uma adesão mais sincera a Jesus Cristo e de uma disponibilidade ainda maior para a missão e para a evangelização, especialmente dos jovens”, completou.
Para o arcebispo de Fortaleza, dom Gregório Paixão, Leão XIV enviou “palavras que atingem o nosso tempo, a nossa vida, a nossa história” e, “ao mesmo tempo, toma do Evangelho aquilo que nós precisamos entender para o tempo que se chama hoje”.





